O crescimento homólogo do Índice de Preços da Habitação (IPHab) acelerou para 9,8 por cento no terceiro trimestre, mais 2,0 pontos percentuais do que no trimestre anterior, anunciou hoje o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Num comunicado hoje divulgado, o INE refere que, no terceiro trimestre, o crescimento dos preços das habitações existentes foi superior ao observado nas habitações novas, que se fixaram em 10,5 por cento e 8,1 por cento, respetivamente.
Face ao trimestre anterior, o IPHab aumentou 3,7 por cento, contra 3,9 por cento no segundo trimestre de 2024.
A taxa de variação do índice relativo aos alojamentos existentes (3,8 por cento) também superou a dos alojamentos novos (3,3 por cento).
Entre julho e setembro de 2024 realizaram-se 40.909 transações de alojamentos, o que representa um aumento de 19,4 por cento face ao mesmo trimestre de 2023.
Nos meses referidos, o valor das transações aproximou-se dos 9.100 milhões de euros, mais 28,0 por cento do que no mesmo trimestre de 2023.
O INE afirma ainda que no terceiro trimestre se venderam 35.462 habitações (86,7 por cento do total) a compradores pertencentes ao setor institucional das famílias, pelo valor de 7.700 milhões de euros (85,4 por cento do total).
No mesmo trimestre, os compradores com um domicílio fiscal fora do território nacional adquiriram 2.655 habitações, o que representa uma redução de 3,1 por cento face ao mesmo período de 2023.
O INE indica ainda que no terceiro trimestre de 2024 se transacionaram 12.407 habitações no Norte e 7.949 na Grande Lisboa e que estas duas regiões, no seu conjunto, representaram 49,7 por cento do total das transações, o que constituiu a percentagem mais elevada desde o primeiro trimestre de 2021.
Além destas duas regiões, a Península de Setúbal, com um total de 3.938 transações, foi a outra região a apresentar um acréscimo homólogo no respetivo peso relativo, mais 0,5 pontos percentuais, representando 9,6 por cento do universo de transações.
No Centro venderam-se 6.497 habitações, 15,9 por cento do total, traduzindo-se numa redução homóloga de 0,2 pontos percentuais, afirma o INE, que adianta que Oeste e Vale do Tejo e Algarve, com 3.712 e 2.787 transações, respetivamente, registaram, tal como o Centro, reduções nas respetivas quotas.
As transações de habitação localizadas no Alentejo fixaram-se em 1.947 unidades, 4,8 por cento do total, menos 0,4 pontos percentuais do que no mesmo período de 2023.
A Região Autónoma da Madeira, com um total de 977 transações, concentrou 2,4 por cento do total de transações, um decréscimo de 0,2 pontos percentuais no respetivo peso relativo.
Na Região Autónoma dos Açores transacionaram-se 695 habitações, o que correspondeu a uma quota regional de 1,7 por cento, menos 0,1 pontos percentuais do que no período homólogo.
No terceiro trimestre, todas as regiões apresentaram um crescimento homólogo do número e do valor das transações de alojamentos, tendo o mesmo excedido a média nacional, na Grande Lisboa, na Península de Setúbal e no Norte.
Assim, relativamente ao número de transações, a Grande Lisboa, a Península de Setúbal e o Norte registaram taxas de variação de 27,9 por cento, 27,0 por cento e 20,3 por cento, respetivamente. Em valor, as referidas regiões, aumentaram 31,3 por cento, 40,4 por cento e 31,6 por cento, pela mesma ordem.
No trimestre de referência, o número de transações na região do Oeste e Vale do Tejo aumentou 16,8 por cento em termos homólogos, enquanto em valor o crescimento foi 29,8 por cento.
O INE adianta que, entre julho e setembro de 2024, as restantes regiões apresentaram variações homólogas do número e valor das transações inferiores à média do país.
O Algarve registou o menor aumento no número de transações, 5,4 por cento (14,7 por cento em valor), enquanto o Alentejo apresentou o menor acréscimo no valor das transações, 3,4 por cento (8,9 por cento em número).
Foto: Bruno Filipe Pires