Redução do horário de trabalho e exigência de garantia de benefícios de saúde estão na origem da nova greve da Cimpor, marcada entre os dias 3 e 8 de junho.
Os trabalhadores da Cimpor vão fazer greve de 3 a 8 de junho pela redução o horário para as 37 horas semanais e complementos de saúde, anunciou hoje a Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro (Feviccom).
Os pré-avisos de greve, que vai ter a duração de cinco dias e cinco noites, abrangem os trabalhadores das fábricas de cimento da Cimpor Indústria (Souselas, Alhandra e Loulé), bem como da Ciarga (Alhandra e Maia) e da Cimpor Serviços, sendo que estes últimos avançaram também com algumas reivindicações específicas.
Na origem desta greve está a exigência da redução do horário de trabalho para as 37 horas semanais, bem como a exigência de garantia dos benefícios complementares na saúde para todos os trabalhadores no ativo, reformados e familiares.
No caso da Cimpor Serviços, a paralisação tem por base a vertente dos complementos de saúde a que se junta a reivindicação de «igualdade no tratamento com a Cimpor casa-mãe», nomeadamente o pagamento de um 15.º mês, evolução nas anuidades e aumentos salariais iguais, em percentagem e valor mínimo, além de 2024.
Neste caso, a greve terá início às 08h00 do dia 3 de junho e termina à mesma hora do dia 08 de junho.
Na Cimpor Indústria, as horas de início e fim da greve (ambos igualmente no período da manhã) são diferenciadas consoante a fábrica e tipologia de funções, oscilando entre as 05h00 do dia 3 e as 08h00 do dia 8.
Antes da greve está agendada uma reunião de negociações com a administração, que vai ter lugar na quarta-feira, dia 29 de maio, com a Feviccom a salientar a necessidade de a empresa deixar de «empurrar com a barriga para frente» e assumir «compromissos concretos».
Recorde-se que os trabalhadores da Cimpor realizaram uma greve em abril, exigindo aumentos salariais, tendo conseguido um aumento de 5,3 por cento em 2024 com uma subida mínima mensal de 100 euros.
Foto: Feviccom.