A ambulância de emergência médica (INEM) afeta à unidade de Faro do Centro Hospitalar do Algarve (CHA) estará inoperacional este mês, durante uma dezena de dias, segundo denunciaram os deputados social-democratas algarvios Cristóvão Norte e José Carlos Barros.
A inoperacionalidade do veículo é confirmada pela escala de serviço, estando apenas prevista a utilização durante 20 dias, e também pelos funcionários que se mostraram inconformados com a decisão, que coloca em risco a assistência médica de urgência, asseguram os deputados. Esta é uma das razões que leva os dois deputados a exigir uma intervenção do Ministério da Saúde. Quer para este problema do veículo, quer para a falta de recursos humanos em Olhão e no resto do Algarve.
«A ambulância ficará parada, porque não há tripulantes para operar a viatura, já que os 13 técnicos afetos ao equipamento serão mobilizados para Olhão», devido à insuficiência de recursos humanos que é registada nesta zona desde há um ano. Segundo os deputados, os dados estimam que haja 40 pessoas para toda a região algarvia. A gravidade da situação levou os deputados a questionar a tutela sobre as medidas que o governo está a tomar, se está a tentar resolver este problema ou o deixará arrastar, com os riscos que tal implica para a população. Cristóvão Norte assinala que «esta é a ambulância com maior atividade na região e que dezembro é um dos meses críticos em números de ocorrências. É um absurdo que este equipamento fique parado».
No requerimento ao governo, os social-democratas recordam que esta viatura é a que está de prontidão para incidentes e para servir quaisquer situações relacionadas com aterragens de emergência no Aeroporto Internacional de Faro. Por isso, manifestam incompreensão pelo facto desta viatura de apoio à infraestrutura não ser substituída por outra, aspeto que viola o dispositivo de proteção civil estabelecido e o plano de intervenção prévio do Aeroporto.
Por outro lado, no concelho de Faro, esta ambulância, segundo o que os deputados afirmam, é a única que dispõe de Glucagon, ou seja, medicação para fazer face à hipoglicémia, podendo ser decisiva para salvar vidas.