Uma deliberação da Entidade Reguladora de Saúde (ERS), de 7 de setembro, dando conta que «a rede de água do edifício, onde estão instalados o Centro de Saúde e o Serviço de Urgência Básica (SUB) de Vila Real de Santo António», estava «contaminada com Legionella», tem causado alarme social. Os deputados sociais-democratas Cristóvão Norte e José Carlos Barros pediram a intervenção urgente do Ministério da Saúde. «Importa saber que medidas está o governo a tomar, se está a realizar obras para corrigir a situação e erradicá-la ou se a deixa penosamente arrastar-se com perigo para a saúde pública», esclarece Cristóvão Norte, em nota enviada às redações a 21 de outubro. O caso mereceu resposta por parte da Administração Regional de Saúde (ARS) do Algarve, a 25 de outubro, «no sentido de restabelecer a verdade e tranquilizar a população». Esta entidade garante que a situação reportada pela ERS «decorreu no mês de julho» numa análise de rotina. «Foram de imediato tomadas as medidas técnicas recomendadas para resolver a situação (choque térmico e choque químico)» e «a rede de água foi substituída em obra finalizada em setembro». A ARS garante que «a situação agora noticiada erroneamente encontra-se resolvida e não existem situações de risco para profissionais ou utentes». O Conselho Diretivo da ARS Algarve «já deu ordem à Administração do Centro Hospitalar do Algarve no sentido de substituir também a canalização do SUB até ao fim de novembro, sendo que o CHA reporta estar a dar cumprimento às orientações».