Obra há muito ansiada pela população, a requalificação da «CM520-1 Estrada dos Valados» que liga o centro de Santa Bárbara de Nexe à zona do IKEA na EN 125-4 (Faro/ Loulé) foi um dos pontos altos do programa do dia do município de Faro.
O descerramento da placa e a abertura oficial desta via requalificada, que custou ao município mais de 168 mil euros, realizou-se durante uma breve cerimónia, com o presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, a sublinhar que «esta foi uma das vias que consideramos prioritária, tendo em conta o movimento, as povoações e a ligação a Santa Bárbara de Nexe», intervenção feita no âmbito do programa «Faro Requalifica».
«Esta é a segunda via requalificada na freguesia. Há alguns meses arranjámos a estrada da Falfosa, e iremos lançar, em breve, concurso para a requalificação da via para os Gorjões. O projeto terá duas fases, a decorrer entre este e o próximo ano», disse o autarca, reconhecendo que também há muito por fazer na ligação à Bordeira.
Bacalhau lembrou que desde 2015 que está em curso um plano para otimizar a rede viária do concelho. «Onde se viam buracos, hoje já se podem ver caminhos asfaltados, estradas reparadas e avenidas sinalizadas. Fizemos o maior investimento em mais de uma década em betuminoso. E ainda regulámos, limpámos, alisámos e aumentámos a rede local».
Problemas na doca continuam sem resposta
Durante a sessão solene, Rogério Bacalhau sublinhou o orçamento municipal aprovado de 4,70 milhões de euros «para investir no concelho e devolver aos munícipes o fruto do seu esforço». «Já não somos maus pagadores como ainda há pouco éramos, levando tantos e tantas por este concelho à asfixia financeira. Não estamos onde queremos, é certo, mas já temos contas dignas. Recuperámos a boa imagem do município, mostrando que era possível cortar mais de 40 por cento da dívida total e, ao mesmo tempo, ganhar eficiência operacional», sublinhou o edil.
No entanto, apesar do tom otimista do discurso, o autarca reconheceu que nem tudo vai bem na capital algarvia.
«Veja-se, por exemplo, o porto comercial que, de repente, já não tem expetativas nem investimento. Veja-se a velha doca, com os barcos em doca seca, o lixo acumulado, os muros cheios de fissuras e as infiltrações de água nas artérias circundantes», disse apontando o dedo à Docapesca.
«Dizem-nos as entidades responsáveis, a Docapesca, que a doca será intervencionada quando se efetuarem os trabalhos da marina exterior. Enquanto esperamos, o que se verifica é uma cidade a crescer a duas velocidades: no casco urbano verifica-se um desenvolvimento assinalável; e no litoral continua a degradação e o abandono. Gerir o Litoral não é demolir. É criar condições para que o mar e a Ria seja mais-valias para o território e para a comunidade que devem servir», criticou.
Homenagens aos farenses
Este ano foram homenageadas nove individualidades e coletividades do concelho: «farenses de nascimento ou por adopção plena e incondicional, que na sua terra ou fora dela acrescentaram altura ao estandarte de Faro e deram maior dimensão ao nosso orgulho coletivo». Mereceram o reconhecimento do município, a Companhia de Dança do Algarve; Eduardo Pinto Viegas; Fernanda Cinturão Pacheco Pires; Isaurindo Coelho Chorondo; Ludgero dos Santos Sequeira; Lurdes Baeta; Manuel Célio de Jesus da Conceição; Manuel Eurico Santos Mestre e Rui Isidro da Silva Machado. Na sessão foram também atribuídas medalhas pelos «bons serviços e dedicação» aos funcionários municipais.