Existem algumas doenças ou incómodos associados ao verão e concretamente às férias, por ser uma época em que se mudam rotinas e se alteram ambientes: mais sol, mais praia e piscina, mais refeições fora de casa, mais viagens.
Nesse sentido, importa estar alerta, saber atuar, mas sobretudo sempre que possível evitar esses desconfortos para que não tomem proporções desmesuradas, que o obrigue a si e aos seus familiares a alterar ou perder os momentos que planeou um ano inteiro.
Picadas de Insetos. As crianças são habitualmente as mais vitimizadas com esta situação, que pode incluir mosquitos, melgas, abelhas ou vespas. A prevenção passa pela utilização de um repelente, contudo deve ouvir opinião de um pediatra, uma vez que só devem ser usados a partir dos 6 meses.
Da mesma forma que a utilização dos inseticidas ligados à eletricidade, pelo risco de causarem alergias respiratórias. A proteção com roupa, de preferência branca, pode oferecer igualmente eficácia. Se não foi possível evitar, então atuar.
Em caso de picada comum e para aliviar a comichão e o inchaço utilizar compressas frias ou geladas, ou mesmo um pano molhado em água gelada. Algumas picadas podem provocar bolhas; nesse caso não as rebente.
A utilização de pomadas específicas para picadas de insetos pode ser eficaz, no alívio da dor e da comichão, da mesma forma que algumas pomadas antialérgicas ou anti-histamínicos. Contudo, nenhuma deve ser utilizada sem aconselhamento médico, pelo risco de possuírem substâncias não ajustadas à idade das crianças (o caso da cânfora, em menores de 2 anos) ou provocarem outras reações alérgicas na presença do sol ou dos desinfetantes das águas das piscinas.
É importante prevenir a comichão intensa, pelo risco de poder causar ferida e mesmo infeção; manter as unhas das crianças curtas e cobrir com roupa a zona da picada, podem ajudar a diminuir essa possibilidade. Outro problema que pode surgir é a «Otite de Verão».
O nome correto é otite externa. A vulgaridade do nome nasce associada à inflamação que se observa no canal do ouvido externo, devido ao aumento da temperatura e da humidade que aí se produz.
Esta situação está relacionada com o verão e as férias: piscinas, mar e mergulhos. Pode ocorrer em qualquer idade, mas é mais frequente nas crianças dos 7 aos 12 anos.
A presença aumentada em zonas húmidas inibe a acumulação da cera natural do canal auditivo, substância que funciona como uma proteção. Na presença deste tipo de otite é comum observar-se secreção do ouvido com aparência de pus, dor, sensibilidade, comichão e em situações mais complicadas febre e diminuição da audição.
A diminuição da possibilidade da otite externa pode passar por alguns gestos simples: inclinar a cabeça para cada um dos lados após o banho ou os mergulhos, limpando o ouvido com a ponta da toalha e naturalmente controlar o tempo de permanência dentro de água.
Se a dor for persistente e se observar saída de pus pelo ouvido, recomenda-se que consulte um médico. Não perca mais conselhos úteis na próxima edição.
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