O 31º Festival do Marisco de Olhão, a decorrer de 9 a 14 de agosto, no Jardim Pescador Olhanense, reduz o preço de bilheteira para angariar mais público.

«O nosso objetivo é ter um festival o mais popular possível. Se algum risco se corria, em anos anteriores, era o festival tornar-se demasiado elitista, só permitido ao bolso de cidadãos com poder de compra mais elevado. É isso que queremos contrariar».
«Esta é uma edição que procura abrir uma nova fase do Festival. Já maduro e crescido, entendemos que estávamos perante o desafio de fazer algo de novo, de forma a trazer mais pessoas. Desta forma, tomou-se a decisão de reduzir significativamente os preços, até para contrariar uma certa elitização que se vinha a verificar nos últimos anos. Desta forma, devolvemos ao Festival o seu cunho popular, que o tornou tão querido do público».
Será «um evento popular de grande qualidade, ao nível do bolso dos portugueses», sublinhou várias vezes o edil, durante a apresentação oficial, no final da tarde de sexta-feira, 22 de julho.
Com as entradas a custarem entre 5 a 8 euros, Pina espera um aumento até 20 por cento nos visitantes, que ultrapassaram os 40 mil em 2015.
Na conferência de imprensa de apresentação do certame, António Miguel Pina sublinhou que este corte no valor dos ingressos foi conseguido de acordo com o autarca, através de uma gestão mais racional dos meios humanos, do aumento do número de expositores e do expectável aumento da receita das bilheteiras, resultante da diminuição do preço dos ingressos. «Vamos ter a mesma qualidade nos mariscos e bivalves confecionados ao longo destes 6 dias, cozinhados como só os olhanenses sabem, e que tantos visitantes trazem a Olhão, ano após ano. A par da vertente gastronómica, convidamos todos a assistirem aos concertos agendados para este ano. Preparámos um cartaz que pretendemos que fosse o mais eclético possível, de forma a agradar aos vários públicos».
Além dos patrocinadores habituais, a exclusividade do fornecedor do marisco, cujo nome não foi divulgado, as bebidas a cargo do grupo Super Bock e a redução das contratações externas são as soluções encontradas pela organização para reduzir custos. «Infelizmente, o Turismo do Algarve não entende ajudar este certame. Continua a procurar financiar eventos na época baixa, que não desta natureza», lamentou.
O movimento associativo do concelho vai ter presença reforçada no recinto com a «4 ao Cubo», Ginásio Clube Moncarapachense e Centro de Cultura e Desporto da Câmara Municipal de Olhão. Sobem ao palco Aurea (dia 9), Expensive Soul (dia 10), Os Azeitonas (dia 11), C4 Pedro (dia 12), Camané (dia 13) e Xutos & Pontapés (dia 14).