Depois de vários anos a retratar o período medieval e a presença islâmica na vila, o «Salir no Tempo» regressa nos dias 22, 23 e 24 de julho, com um novo enquadramento histórico, desta vez dedicado à época romana.
Este evento contará com um programa diversificado de animação e recriação histórica, com espaços de uma villae romana, com uma arena onde irão decorrer espetáculos de gladiadores, acampamentos das legiões, a «corte» do imperador e sua guarda de honra, o bailado das ninfas, um mercado romano, artífices a trabalhar ao vivo, animação de rua e artes performativas, cetraria/falcoaria, espetáculos de serpentes e um espaço de comes e bebes com o melhor da gastronomia do período romano.
A gastronomia tradicional era vulgar, tendo na base da alimentação os vegetais e produtos da terra, complementadas com frutos como o figo, as romãs, as laranjas, as peras, as maçãs e uvas. Era também muito frequente o consumo de papas (puls) de cereais torrados ou em farinha, simplesmente cozidas ou misturadas com favas, lentilhas, hortaliças ou outros produtos. A carne, apenas consumida pelas pessoas mais ricas, era geralmente de carneiro, burro, porco, ganso, pato ou pombo.
Também a decoração de Salir «irá transportar os visitantes para o período de ocupação romana, com as cores vermelha, branca, preta e dourada a destacarem-se, transmitindo o retrato de uma época e de uma civilização que marcou o que a nossa identidade, em termos da Língua, da Cultura, da Agricultura ou do Direito», explica o município de Loulé.
A organização, de resto, vai pôr à disposição do visitante o aluguer de fatos e acessórios, «por forma a que possam entrar no espírito e na pele das personagens de então».
A presença romana no concelho de Loulé é mais marcante no litoral, nomeadamente na área das freguesias de Quarteira e Almancil, nas áreas estuarinas das principais ribeiras, com o vicus localizado na Estação Arqueológica do Cerro da Vila, em Vilamoura, e nas villae e indústrias dos sítios de Loulé Velho, Quinta do Lago ou Salgados.
Mas a presença romana «vai mais além do litoral, penetrando e enraizando-se no território interior. Bom exemplo da exploração dos recursos naturais e agrícolas do barrocal e da serra do concelho são os sítios da villa do Espargal, com o seu lagar, ou a importante villa da Torrinha com a sua área habitacional e cemitério. Contam-se ainda outros achados como uma inscrição votiva de Salir ou o pequeno galo de bronze do Serro dos Negros. Desconhece-se se serão realmente romanos o povoado ou necrópole de Palmeiros ou a mina de Ferro de Fonte Morena», detalha a autarquia.
O «Salir no Tempo» abre as portas às 19h00 e as entradas têm um custo de três euros (diário) ou cinco euros (acesso para os três dias).