Dentro de cerca de um ano, entrará em funcionamento na Marina de Vilamoura um sistema de videovigilância.
O município de Loulé e a Guarda Nacional Republicana (GNR) celebraram um protocolo, que prevê a criação desta medida para reforçar a segurança de pessoas e bens, e a tranquilidade pública, no sábado, dia 13 de maio.
Além dos locais públicos na zona envolvente da Marina, a implementação, ativação e gestão deste sistema irá alargar-se também às vias de acesso a este espaço de recreio náutico, como a Avenida Cerro da Vila, Avenida Engenheiro João Meireles, Avenida da Marina, Avenida Tivoli, Rua do Clube Náutico, Rua do Sol, Estrada de Quarteira, Largo do Cinema e Rua das Estrelas.
São áreas de passagem, permanência e convivência de um elevado número de pessoas, sobretudo de muitos turistas que visitam Vilamoura ao longo de todo o ano, e, como tal, mais passíveis da ocorrência de situações que ponham em causa a segurança.
Gerido exclusivamente pela GNR, o sistema proposto prevê a instalação de 42 câmaras de vídeo e mais de meia centena de sensores para recolha de informação. O centro de monitorização ficará alojado no quartel da GNR em Vilamoura, sendo possível a sua visualização na sala de situação do Comando Territorial de Faro.
O investimento é do município de Loulé e ronda os 900 mil euros. «Se tudo correr bem em termos do concurso público», prevê-se que possa entrar em funcionamento no verão de 2024, como garantiu o autarca Vítor Aleixo.
Mas durante a celebração deste protocolo de cooperação, que nasce do diálogo de vários anos entre as duas instituições, o presidente da câmara quis sublinhar que a privacidade dos cidadãos não será posta em causa.
«A proteção de dados e a anonimização é uma garantia, até porque a Lei assim o prevê e, portanto, a privacidade das pessoas será sempre salvaguardada».
Apesar de alguma «resistência inicial» do autarca quanto à implementação deste sistema, as dificuldades por parte da tutela em aumentar o número de efetivos e, por outro lado, os «bons exemplos» de Portimão e Olhão com um sistema idêntico levaram Vítor Aleixo a mudar de ideias e avançar para a videovigilância.
«Vamos esperar que tudo corra bem e que essa seja uma mais-valia para prevenir e fazer diminuir a delinquência. Para uma região turística, geradora de tanta riqueza, a componente da segurança é extremamente sensível», notou.
Por seu turno, Carlos de Almeida, responsável pelo Comando Territorial da GNR de Faro, explicou que a videovigilância irá «otimizar os recursos disponíveis», permitindo privilegiar o «empenhamento operacional flexível que proporciona uma resposta pronta e oportuna, constituindo-se como um importante mecanismo complementar da atividade policial nas dimensões preventiva e reativa».
«Este protocolo vem reforçar ainda mais a excelente relação entre a Guarda Nacional Republicana e o Município de Loulé na procura de mais e melhores soluções para que o concelho continue a ser um espaço de segurança e tranquilidade, e se afirme cada vez mais como um município de vanguarda», considerou o comandante da GNR no Algarve.
Numa segunda fase do projeto a ideia das duas entidades cooperantes é estender a videovigilância à própria cidade de Quarteira visto tratar-se também de uma «área urbana de grande concentração humana». Um anúncio feito no dia em que Quarteira celebrou 24 anos de elevação a cidade.
