Estudo internacional com participação do Zoomarine revela novos dados sobre os mergulhos de tartarugas marinhas juvenis.
O Zoomarine Algarve participou num estudo científico internacional sobre o comportamento de mergulho de tartarugas marinhas juvenis, durante os primeiros anos em oceano aberto, foi hoje divulgado.
A investigação analisou mais de 2400 registos diários de 71 tartarugas juvenis equipadas com transmissores de satélite miniaturizados, em diferentes regiões oceânicas.
Os resultados mostram que, à medida que crescem, as tartarugas tendem a mergulhar mais fundo, durante mais tempo e de forma mais estruturada.
Segundo os investigadores, estes dados ajudam a compreender melhor como estas espécies se deslocam, se adaptam e sobrevivem em ambiente selvagem numa fase sensível do seu desenvolvimento.
O estudo, integrado na Lost Years Initiative, promovida pela Upwell, poderá ajudar a prever movimentos de tartarugas juvenis em oceano aberto e a identificar zonas de risco associadas à atividade humana, como áreas de pesca intensiva.
O conhecimento sobre a profundidade e a duração dos mergulhos poderá ainda apoiar medidas de conservação mais ajustadas, incluindo a adaptação de artes de pesca ou o desenho de áreas marinhas protegidas.
João Neves, diretor de Conservação do Zoomarine Algarve, afirma que «a conservação marinha depende cada vez mais da colaboração entre instituições, ciência e tecnologia», acrescentando que compreender os primeiros anos de vida das tartarugas marinhas permite «antecipar riscos, apoiar decisões mais informadas e contribuir para estratégias de proteção mais eficazes».
O estudo resulta de uma colaboração científica internacional entre 17 instituições de sete países, incluindo o Zoomarine Algarve.
A participação no estudo dá continuidade ao trabalho desenvolvido pelo Zoomarine desde 2002 através do Porto d’Abrigo, Centro de Reabilitação de Espécies Marinhas, nas áreas da reabilitação da fauna marinha, investigação, sensibilização ambiental e conservação de espécies ameaçadas.