Universidade do Algarve (UAlg) irá lecionar, no decorrer do próximo ano, uma nova pós-graduação em Ação Humanitária, com início marcado para fevereiro de 2022.
Segundo a academia algarvia, «este curso visa ajudar os alunos a assumir diferentes funções na prática humanitária (por exemplo: gestor de projeto, coordenador de missão, consultor, etc.) e na planificação de intervenções em contextos voláteis, aumentando o seu grau de conhecimento e capacidades específicas, que permitirão minimizar os impactos negativos e maximizar as oportunidades para mudanças positivas e sustentáveis».
A pós-graduação está organizada em 160 horas teórico-práticas (34 horas de Problem Based Learning; 29 horas de prática; 46 horas teórico práticas e 51 horas de seminários), 40 horas de orientação tutorial e 256 horas de trabalho autónomo do aluno, num total de 456 horas que se traduzem em 16 ECTS.
O plano de estudos oferecerá, assim, «orientação, compreensão, e as capacidades necessárias para uma prática humanitária mais eficaz, em Portugal e no mundo».
Para tratar estas questões, a UAlg considerou necessária uma abordagem mais profissional, combinando o ensino superior académico com as competências profissionais dos agentes de Organizações Não Governamentais para o Desenvolvimento (ONGD).
Para os responsáveis da universidade, «nos últimos anos tem-se assistido a um aumento das crises humanitárias resultantes de vários fatores, tais como a globalização, a mudança da natureza dos conflitos, as alterações climáticas, a rivalidade crescente no acesso aos recursos energéticos e naturais, a pobreza extrema, entre outro. Muitos destes eventos têm consequências graves e efeitos devastadores, duradouros e complexos que concorrem para diversos cenários críticos, com forte impacto no desenvolvimento sustentado e no bem-estar das populações das regiões atingidas, estando na origem de um grande número de refugiados e deslocados internos».
Por isso, e «diante deste panorama, a pós-graduação em Ação Humanitária tem como objetivos desenvolver competências profissionais para analisar criticamente a ação humanitária e trabalhar efetivamente em campos humanitários e de desenvolvimento, preparando profissionais ou futuros profissionais para lidar com respostas humanitárias, salvar vidas, aliviar o sofrimento e preservar a dignidade humana durante e após as crises, assim como prevenir e reforçar a capacidade de resposta para quando ocorram tais situações».
Para Isabel Palmeirim, diretora da Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas (FMCB), «a natureza faz questão de nos lembrar que o Homem não a consegue domesticar e as catástrofes (geológicas, climáticas, biológicas, sociológicas ou outras) sucedem-se com um ritmo cada vez maior, pelo que se torna imperativo formar equipas de ajuda humanitária, seja em África ou à porta de casa».
Neste sentido, refere, «a Faculdade de Medicina e Ciências Biomédicas da Universidade do Algarve apoiou enfaticamente esta pós-graduação, acreditando que vai contribuir para a criação de um grupo de profissionais melhor qualificados para atuar e amparar as populações em situações de catástrofe».
O formulário de candidatura estará em breve disponível através deste link.