A Universidade do Algarve vai receber, nos dias 26 e 27 de abril, o 1.º Congresso de Inteligência Artificial na Medicina Dentária, que conta já com 300 participantes.
Pelo menos 300 pessoas vão participar no 1.º Congresso de Inteligência Artificial na Medicina Dentária: Intelligent Dentistry 2024 (ID2024), que se realiza na Universidade do Algarve (UAlg), em Faro, disse hoje à Lusa a presidente do congresso.
Organizado pela Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (CESPU), no contexto da Pós-Graduação em Medicina Dentária Digital, o congresso conta com palestrantes nacionais e internacionais que vão debruçar-se sobre o contributo da Inteligência Artificial (IA) para o tratamento de pacientes ou a gestão de consultórios, destacou Teresa Vieira e Brito.
Classificado como uma iniciativa «pioneira» em Portugal, a participação «ultrapassou as expectativas» e conta já com cerca de 300 inscritos, número que supera os 250 participantes esperados inicialmente e que ainda pode crescer até ao início do congresso, que tem abertura prevista para dia 26 de abril e se prolonga até sábado, salientou.
«Este congresso surge não só para divulgar tudo aquilo que se faz e se pensa que se possa fazer na área da Medicina Dentária com a IA, mas também criar limites ou questionar os limites éticos, deontológicos e a relação entre a parte humana e a parte tecnológica», afirmou a especialista.
Teresa Vieira e Brito considerou que a IA pode «proporcionar um melhor planeamento e tratamento ao paciente» e o Congresso constitui-se como «um passo significativo para a área» e «um passo gigantesco para quem vai beneficiar de tudo aquilo que vai ser falado e tratado» durante o encontro.
«Nós vamos começar com a parte de uns colegas do IDDA, que é uma associação inglesa internacional também na área do digital, e que vai falar daquilo que é o futuro da Medicina Dentária», antecipou, sobre o primeiro dia do programa, referindo-se à participação dos oradores Adam Nolty e Quintus Van Tonder.
Teresa Vieira e Brito destacou também a participação da portuguesa Margarida Henrique, que vai falar na importância da escolha de cor na Medicina Dentária, e de Fábio Guimarães, que tem empresas de radiologia no Brasil e tem aproveitado a inteligência artificial quer na sua área, quer na gestão de pessoal, de recursos ou do consultório.
«Vamos ter também o André Chen, que é um perito na área da reabilitação oral e vai, no fundo, falar sobre a potencialização das ferramentas nesta área. E depois vamos ter o João Fonseca, que tem um dos maiores laboratórios a nível da área do digital em Portugal», acrescentou, salientando a importância do trabalho «pioneiro» deste último na implantologia digitalmente guiada.
O primeiro dia termina com Júlio Fonseca, que vai falar sobre as «potencialidades na área que mais domina, que é a área da dor orofacial», culminando uma jornada com um programa «muito extenso, muito rico» tanto ao nível de gestão, aplicada ao consultório, aos recursos humanos ou à prática nessa vertente, assinalou.
«Depois, no dia seguinte, 27 de abril, temos o Florin Cofar, que é uma referência mundial, quer pela sua habilidade na Medicina Dentária, na área da estética, como também por ser criador, por desenvolver, ferramentas e aplicações, como a Smart Cloud», completou.
A especialista aproveitou para frisar a importância do trabalho deste orador «não só para planear o tratamento, como também na relação médico dentista-paciente», ao ajudar a compreender melhor o que é proposto e qual será depois o seu resultado final.
Teresa Vieira e Brito acredita que estão reunidas as condições para Faro acolher durante dois dias um Congresso sobre a IA na Medicina Dentária «dos melhores que há no mundo» e para a organização lançar as bases de um evento regular no futuro.