Rua Cunha Matos continua encerrada e Faro quer anular a licença da obra após conclusões técnicas sobre o colapso do edifício, foi hoje revelado pela autarquia.
A Câmara Municipal de Faro informa que hoje, que desde a ocorrência do colapso de um edifício localizado na Rua Cunha Matos, no dia 16 de abril, «tem desenvolvido todas as diligências necessárias com vista à mitigação dos impactos decorrentes do sinistro, mantendo contactos permanentes com os representantes do edifício afetado, bem como com a entidade titular da obra de construção de um edifício habitacional e comercial a implantar no gaveto da Rua Aboim Ascensão com a Rua Cunha Matos, intervenção que esteve na origem da ocorrência».
Os trabalhos da referida «obra foram imediatamente suspensos após a ocorrência do sinistro» e agora, atendendo à gravidade da situação, à complexidade técnica das intervenções realizadas e ainda por executar, bem como à necessidade de garantir a segurança do edificado adjacente e do espaço público envolvente, o município solicitou a colaboração técnica do Instituto Superior de Engenharia da Universidade do Algarve (UAlg) para apoiar a avaliação das causas do sinistro e das condições de segurança do local».
Das análises efetuadas, diz a autarquia, concluiu-se que, «nesta fase, não se encontram reunidas as condições necessárias para proceder à reabertura da Rua Cunha Matos».
A manutenção do condicionamento da via constitui «uma medida indispensável para garantir a segurança de pessoas e bens, bem como para permitir a conclusão das averiguações, perícias técnicas e trabalhos de demolição considerados necessários».
Em paralelo, com base nas conclusões técnicas emitidas pelo Instituto Superior de Engenharia, foi possível apurar que «o projeto de estabilidade, escavação e contenção periférica da obra não observava requisitos técnicos essenciais previstos nas normas legais e regulamentares aplicáveis».
Neste contexto, por deliberação tomada em reunião de Câmara realizada em 8 de junho de 2026, «foi manifestada a intenção de declarar a nulidade da licença da referida obra».
A Câmara Municipal de Faro reafirma o «compromisso com a salvaguarda da segurança pública e continuará a acompanhar a situação com a máxima atenção e celeridade, promovendo todas as medidas necessárias à reposição da normalidade logo que estejam reunidas as condições técnicas e de segurança adequadas».
O município farense agradece «a compreensão e colaboração de todos os munícipes e apela ao rigoroso respeito pelos perímetros de segurança atualmente instalados no local».