O Studioarte dedica-se à arquitetura e ao design de interiores, sempre com foco na sustentabilidade, respeito pelo meio ambiente e inovação.
Em Portimão, há um atelier de arquitetura liderado por três sócios com formações e visões diferentes que, em conjunto, desenvolvem projetos únicos com um «toque marroquino e técnicas portuguesas».
O empresário holandês Arnold Aarssen e os arquitetos portugueses Joana Dalmau Pinto e João Carriço são as caras por trás do Studioarte, fundado em 2002 com o objetivo de servir o propósito de vida dos seus clientes.
Trabalham juntos há quase 14 anos em diferentes projetos, que incluem casas modernas e bioclimáticas, projetos de reabilitação e edifícios comerciais, sempre com a ambição de definir novas formas de viver com padrões elevados e designs contemporâneos, «mais económicos e conscientes, respeitando o ambiente e os recursos naturais», afirmou o CEO do Studioarte ao barlavento.
Arnold, que viaja muito, já mudou inúmeras vezes de país e cidade e, inevitavelmente, Portugal cruzou-se no seu caminho. Em 1994, decidiu comprar um terreno em Silves com três casas e transformou uma delas no seu espaço pessoal porém, 10 anos depois, ampliou-a com o intuito de servir como escritório do Studioarte.
O seu percurso profissional começou na área da hotelaria, o que lhe proporcionou oportunidade de trabalhar no desenvolvimento de projetos nesta área. Atualmente, para além do cargo que desempenha no Studioarte, faz parte de mais duas empresas portuguesas que atuam na área do imobiliário e do design de imóveis, de nome «Espírito Verde», parceira da bioclimatichouses.com focada em projetos sustentáveis e eco-friendly, e Generoso e Poético.
Simultaneamente, trabalha no desenvolvimento de cozinhas de alta qualidade, numa linha de mobiliário e integra ainda vários projetos na região algarvia. Considera-se uma pessoa criativa e autodidata, que investiu no seu conhecimento de design de casas, elementos de decoração, cozinhas e espaços exteriores.
Viajar muito e viver em vários locais deu a Arnold referências que permitem comparar a arquitetura em diversos países bem como os processos burocráticos. A seu ver, para exercer esta atividade em Portugal é necessário contar com a colaboração de profissionais portugueses que estejam a par de todas questões legais e procedimentos autárquicos.
Por isso, contratou João, de Peniche, e Joana, natural de Silves, mas que na altura estava a trabalhar em Lisboa e pretendia regressar ao sul do país. Agora, está de volta à terra natal e gere mais de 25 projetos. Ambos tinham ambições diferentes: João queria ser DJ e Joana pintora, mas o talento para passar ideias criativas para o papel e transformar casas de sonho em realidade levou-os à arquitetura, onde misturam linhas, formas, volumes e trabalham com luzes e cores.
Apesar de tudo ter começado num atelier em Silves e estarem felizes com a localização, a proximidade de Portimão com o mar levou a equipa a escolher um local de trabalho com mais «vida citadina», contou o também diretor criativo do Studioarte confessando que não teve dúvidas ao tomar esta decisão.
«Devíamos estar numa cidade que tivesse o que mais precisamos», explicou acrescentando que as numerosas «casas a cair aos bocados» que viu fizeram-no perceber que «havia trabalho para fazer». Atualmente, Arnold lidera uma equipa de 16 arquitetos e designers de interiores de todo o mundo, dos quais metade são portugueses.
Desde italianos, argentinos, brasileiros, holandeses e tunisinos, todos vivem em Portimão, em alojamentos disponibilizados pela empresa. As suas tarefas diárias baseiam-se na promoção imobiliária e gestão de projetos, tanto a nível nacional como internacional, com presença na Holanda, Espanha e Itália, onde realizam renovações de luxo.
O Studioarte destaca-se pela sua «singularidade» e distingue-se pela sua «preocupação com a sustentabilidade», com um conceito facilmente identificável, revelou Arnold ao frisar que esta caraterística traz «uma variedade muito grande de clientes de todas as classes».
O aproveitamento da luz é uma das principais preocupações dos arquitetos, que optam por janelas escondidas ou ângulos específicos para não danificar a fachada. «Tentamos sempre proteger as pessoas do frio e desenhar uma propriedade que seja iluminada com a luz natural», ilustrou o diretor criativo.
Apesar de terem muito em comum, cada projeto tem as suas particularidades, que podem ser observadas nos projetos de referência da empresa, como a Casa Simão, a Casa Joana e o Vale da Lama. A primeira marca pelas suas formas geométricas sólidas nos vários patamares e pelos passadiços suspensos em vidro, com um conceito paisagístico de jardim seco.
Também a Casa Joana transmite uma sensação de que estamos num espaço extenso e aberto, com base numa abordagem minimalista, um pequeno pátio interior e uma piscina. Numa abordagem diferente, existe o Vale da Lama, um edifício onde uma estrutura sustentável integra o terreno e o solo, promovendo assim a integração bioclimática, que ajuda a regular a temperatura do edifício e reduzir a quantidade de escoamento de água.
A empresa tem em conta o conforto e a privacidade dos clientes assim como os seus desejos e ambições. «É importante ouvir atentamente o sonho do cliente e perceber se é possível realizá-lo», mencionou Arnold sublinhando que não são aceites «missões impossíveis». O seu procedimento é simples: começa com uma avaliação, seguindo-se de uma proposta em que a equipa apresenta a ideia, todo o processo e o valor.
Quase 100% dos projetos aprovados pelo Studioarte utilizam uma mistura de materiais de forma a serem o mais ecológicos possível. «Damos prioridade às estruturas e telhados de madeira, à cortiça e isolamento natural», comentou Arnold ao realçar que é dada primazia a produtos nacionais instalados por profissionais locais.
A preocupação com o ambiente reflete-se no objetivo de reduzir certas características de residências algarvias, como os jardins com grandes relvados ou piscinas enormes, para poupar água, ou nas opções de ar condicionado, optando por soluções mais económicas que permitem de igual forma manter uma temperatura agradável em casa.
A vontade de explorar o «desenvolvimento urbano» numa cidade que «atrai diferentes tipos de turistas» tem feito a empresa crescer desde a sua criação. O Studioarte está a preparar-se para se mudar para um grande imóvel na Rua Infante Dom Henrique, onde vai ter um grande escritório e trabalhar com vários parceiros. Mas as novidades não ficam por aqui; no topo será construída «uma das mais belas penthouses de Portimão», de acordo com o CEO.
O objetivo do Studioarte é tornar-se uma «empresa de referência» em toda a Europa e mudar mentalidades, promovendo o respeito pela natureza. «Queremos avançar rapidamente e promover a forma de vida mais saudável», salientou Arnold ressaltando que «cada pequeno passo é significativo para o futuro próximo».





