Estreia do «Boa Esperança Em… Revista» marcada humor e crítica social, com sala cheia e a presença de figuras ilustres da região.
A revista à portuguesa voltou a subir ao palco em Portimão com a estreia de «Boa Esperança Em… Revista», que contou com uma forte adesão do público.
Para assinalar o 97.º aniversário, o Boa Esperança Atlético Clube Portimonense fez a antestreia do espetáculo no sábado, dia 9 de maio, para sócios e convidados, numa noite com muitas gargalhadas, comida e convívio.
Com quadros de humor, música, dança e crítica social, num espaço repleto de tradição prestou-se homenagem ao teatro de revista tradicional, com momentos de surpresa e alegria. Domingo, dia 10, foi dia de estreia, com duas sessões de sala cheia e muitos aplausos.
Muitos fizeram questão de marcar presença, entre eles figuras ilustres da região, antigos membros da coletividade e a comunidade sénior, de Portimão e Olhão.
Tanto na antestreia como na estreia a presidente da Junta de Freguesia de Portimão, Maria da Luz Santana, assistiu ao espetáculo. «É sempre um prazer apoiar tudo o que de bom se faz na nossa cidade em prol da cultura», afirmou ao jornal barlavento.
A autarca, que é mencionada num dos quadros humorísticos, não escondeu a emoção no final da antestreia. Encara o facto de ser referida como «um eco» do impacto que procura ter na cidade. «Quem faz algo pela sua terra acaba, sempre, por passar pelo palco da revista», confidenciou.
Num gesto de simbolismo institucional e identitário, a presidente da Junta ofereceu ao Boa Esperança Atlético Clube, uma bandeira oficial da Freguesia de Portimão, entregue ao diretor e encenador Carlos Pacheco. Um ato que representa «o reflexo da união e da força» de quem trabalha pela cidade.
Com quadros que fazem referências à atualidade local e nacional, e mantendo a cumplicidade com o público, «a revista à Portuguesa do Boa Esperança é mais do que entretenimento, é a alma de Portimão», destacou.
«É um orgulho termos uma coletividade como esta que aposta na valorização cultural local, mantendo viva uma tradição de quase um século», frisou. Para Maria da Luz Santana, o sucesso do espetáculo, além dos textos escritos por Carlos Pacheco e de ter sempre talentos locais a pisar o palco, «deve-se ao facto de o público se rever nos bonecos e nas piadas sobre a sua terra».
Segundo a autarca, o apoio ao movimento associativo é uma prioridade da freguesia porque permite «manter a cidade viva». «No que respeita ao Boa Esperança, este é feito através da celebração de protocolo que tem a finalidade de apoiar a revista no que concerne aos figurinos, cenários e adereços».
Em contrapartida, a coletividade oferece sessões destinadas aos séniores da freguesia, mantendo «a porta aberta para novas formas de apoio caso seja necessário».
E tal como em anos anteriores, aquela autarquia voltou a promover uma sessão dirigida à população sénior, numa iniciativa que procura combater o isolamento e incentivar a participação cultural. «O meu grande objetivo é garantir que os idosos não se sintam esquecidos e para isso é necessário combater a exclusão que tantas vezes os afasta do convívio social», sublinhou Maria da Luz Santana.
Mais do que um espetáculo, a revista continua a ser encarada como parte integrante da memória coletiva da cidade, atravessando diferentes gerações e preservando uma tradição popular que resiste ao tempo.
Depois da recepção positiva das primeiras apresentações, a expectativa é de que a produção continue a consolidar-se ao longo dos próximos meses, tanto em Portimão como noutras localidades da região.
Maria da Luz Santana deixa assim um convite à população ressaltando que «manter viva a tradição é uma missão de todos. Já faz parte do ADN de Portimão. A presença do público portimonense, e não só, é fundamental para o desenvolvimento do teatro, contribui para a cultura local e garante o futuro dos nossos artistas», concluiu.
O espetáculo integra as interpretações de Carlos Pacheco, Marcus André, Telma Brazona, Isa de Brito e Ana Oliveira e da coreógrafa Filipa Goulart e bailarinas Catarina Duarte, Maria Martins, Leonor Mitelo, Beatriz Maio e Beatriz Bernardo.
As sessões em Portimão decorrem sexta e sábado às 21h00 e domingo há sessão dupla às 15h00 e às 17h30. Os bilhetes podem ser reservados através do contacto 967 188 290.
A partir de julho o «Boa Esperança Em… Revista» estará em digressão pelo Algarve, com as datas a divulgar em breve.





