Uma marcha feminista comemorativa do Dia Internacional da Mulher realiza-se na sexta-feira em 11 cidades, entre as quais Faro. Objetivo é protestar contra as desigualdades que penalizam as mulheres.
A VI Greve Feminista Internacional de 2024, com o lema «Feministas em união contra toda a opressão», acontece em 11 cidades portuguesas, entre as quais Faro, na sexta-feira, dia 8 de março.
A manifestação terá início às 18 horas em frente ao Tribunal e terminará no Jardim Manuel Bivar.
A iniciativa pretende sensibilizar para várias questões que afetam as mulheres, como as desigualdades laborais, a precariedade, a falta de apoio à parentalidade, as frágeis condições de habitação, a pobreza e a desigual atribuição dos papéis de género.
«Protestamos contra a violência doméstica, a violência sexual, a violência obstétrica, o assédio nos espaços público e privado e em contexto laboral, o sistema de justiça machista, a transfobia, o tráfico de meninas e mulheres, a negação dos direitos sexuais e reprodutivos, o racismo e a xenofobia, entre muitas outras formas de violência de género que assentam na estrutura básica da nossa sociedade», justifica a organização, a cargo da Rede 8 de Março, em nota enviada ao barlavento.
A Greve Feminista Internacional, pretende tornar o Dia Internacional da Mulher num dia de luta política. As reivindicações incluem medidas como o alargamento da rede de casas de abrigo; o investimento na habitação social e o combate à violência de género em todas as suas formas e ainda, a criação «de gabinetes de apoio à denúncia do assédio nas universidades e locais de trabalho e sanções para as empresas que permitam o assédio moral e sexual».
A greve também busca promover a igualdade salarial, o acesso à saúde sexual e reprodutiva, e a valorização do trabalho doméstico «e dos cuidados, a partilha de responsabilidade na sua prestação e mais respostas públicas de socialização do trabalho doméstico para que homens e mulheres beneficiem igualmente dos tempos de lazer e descanso».
Exige «o parto humanizado e o fim de todas as violências obstétricas, a reabertura e reforço das maternidades, das urgências e dos serviços de ginecologia/obstetrícia em todo o território nacional, sobretudo no interior e noutras zonas de baixa densidade populacional».
Além disso, o movimento reivindica o fim das penas suspensas e da impunidade dos agressores, medidas mais efetivas contra o assédio no emprego a garantia de mais acessibilidade para pessoas com diversidade funcional.
A Rede 8 de Março é apoiada por mais de meia centena de organizações feministas, de defesa dos direitos humanos, antirracistas, LGBTQIAP+, de imigrantes, ambientalistas, de combate à pobreza e precariedade, da área da saúde e sindicatos em todo o país.

