Prisão preventiva foi a medida de coação aplicada a um suspeito de violência doméstica contra a mulher, detido pela GNR, na quinta-feira, em Olhão.
O homem, de 32 anos, foi detido na sequência de uma investigação realizada nos últimos dias por elementos do Núcleo de Investigação e Apoio a Vítimas Específicas (NIAVE) de Faro, que recolheu indícios demonstrativos da «gravidade dos factos» e de uma «escalada da violência exercida no contexto familiar», anunciou hoje a GNR em comunicado.
A «situação de elevado risco» neste processo tornou «urgente a adoção de medidas de proteção», tendo a força de segurança dado cumprimento a um mandado de detenção.
Posteriormente, o detido foi presente ao primeiro interrogatório no Tribunal Judicial de Faro, que lhe aplicou a medida de coação mais gravosa prevista no código penal.
Fonte da GNR esclareceu à agência Lusa que a investigação recolheu indícios de «violência física consumada entre o casal».
A guarda alertou que a violência doméstica é um crime público e que «denunciar é uma responsabilidade coletiva».
A força de segurança salientou que a violência doméstica é um tema abordado nas campanhas e ações de sensibilização promovidas pela GNR e que os crimes podem ser participados através do Portal Queixa Eletrónica, do número de telefone de emergência 112 ou diretamente no posto da GNR mais próximo.
Estão igualmente disponíveis canais específicos para cidadãos com surdez, como a App MAI112, ou a aplicação SMS Segurança.