Osteoporose significa «osso poroso» e carateriza-se por uma deterioração do tecido ósseo, conduzindo a uma redução da massa óssea e consequente fragilidade óssea, manifestando-se preferencialmente no sexo feminino. Alguns estudos sugerem que uma em cada duas mulheres, e um em cada quatro homens, com 50 ou mais anos de idade, irão sofrer uma fratura óssea devido a osteoporose.
A Organização Mundial de Saúde criou uma definição operacional da osteoporose com base na medição da massa óssea através da densitometria radiológica de dupla energia, no colo do fémur.
O principal objetivo da abordagem da osteoporose é a redução do número de fraturas, o que pode ser conseguido através de medidas preventivas (isto é, melhorando o pico de massa óssea e/ou reduzindo a perda de osso), atitudes que diminuam a frequência e a gravidade das quedas, sobretudo nos idosos, e terapêutica farmacológica adequada.
Todas as mulheres na fase da pós-menopausa e homens com 50 ou mais anos de idade devem ser avaliados clinicamente para o risco de osteoporose, a fim de determinar a necessidade de testes de densidade média óssea.
Em geral, quanto maior o número de fatores de risco presentes no indivíduo, maior o risco real de fratura. A osteoporose é evitável e tratável, mas uma vez que não existem sinais de alerta antes de uma fratura, muitas pessoas não são diagnosticadas a tempo de receber uma terapia eficaz durante a fase inicial da doença.
Os tratamentos para a osteoporose são concebidos para reduzir a perda óssea e/ou aumentar a formação de osso. A dieta enriquecida com cálcio e vitamina D pode aumentar a absorção de cálcio e promover a formação de osso. Recomenda-se doses diárias de 1000-1500 mg de cálcio e 800 UI (Unidade Internacional é uma grandeza utilizada para medir vitaminas, equivale a 0,3 microgramas) de vitamina D. A atividade física como andar ou usar pesos leves, também parecem ser eficazes na redução da perda de massa óssea, bem como no seu aumento.
A nível farmacológico, e em determinadas situações, os clínicos aconselham uma terapêutica antirreabsortiva do osso, uma terapia com modeladores seletivos dos recetores de estrogénios ou até mesmo uma terapêutica de reposição hormonal.
Para a decisão de instituição terapêutica na mulher pós-menopáusica devem ser ponderados os seguintes fatores de risco: idade, densidade mineral óssea, baixo índice de massa corporal, fratura de fragilidade prévia, história parental de fratura do fémur proximal, corticoterapia prolongada, consumo de bebidas alcoólicas, tabagismo atual, artrite reumatóide.
Para além dos fatores acima referidos, existem outros que contribuem para um risco aumentado de fratura, principalmente de fratura do fémur proximal, e que devem ser também ponderados de forma individual para cada indivíduo, sendo os mais importantes o risco de queda e a dificuldade de se levantar de uma cadeira sem apoio.
As estratégias globais de prevenção primária da osteoporose recomendam a prática regular de atividade física, uma alimentação equilibrada com aporte de cálcio e vitamina D de acordo com as doses diárias recomendadas, a evicção do tabagismo e do consumo exagerado de bebidas alcoólicas. Existe alguma evidência de que estas medidas possam contribuir para a obtenção de um bom pico de massa óssea.
No caso das mulheres pós-menopausicas estas recomendações devem ser mantidas, porque podem contribuir para uma estabilização da perda de densidade mineral óssea embora não exista evidência de que contribuam para a diminuição do risco de fratura. Nas mulheres com risco aumentado de queda devem ser instituídas medidas de prevenção adequadas. Nas mulheres idosas institucionalizadas, com risco elevado de fratura do fémur proximal pode ser considerada a utilização de protetores da anca.
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