No entanto, a realidade (consciente e honesta) diz-nos que Costa perdeu o espaço que Seguro vinha palmilhando sem conseguir conquistar. Foram oito meses dececionantes em que até nas sondagens já se vê o PS coladinho à coligação PSD/CDS. Costa começou o seu mandato efusivo com a vitória do Syriza que hoje faz toda a Europa ver-se grega, num impasse. Hoje, passados seis meses desse «seu» Governo Grego vencer as eleições, já assume que a política grega de Tsipras é errada, o que demonstra bem a seriedade com que festejou e a coerência das suas palavras em janeiro. Falhou, nas palavras. Entretanto, se nas palavras falhou, que dizer dos números? Contra a vontade de António Costa, confirmou-se e sem margem para dúvidas que Portugal voltou a crescer e, logo, a um ritmo superior à média da zona Euro! Vejamos que, na última década, anterior a este Governo de Passos Coelho, quando ainda não se falava em crise e o investimento público atingia enormes proporções, Portugal cresceu em média 0,5 pontos percentuais por ano. Passada esta época em que todos os portugueses, sem exceção, tiveram de enfrentar um esforço brutalíssimo para equilibrar as contas públicas e reduzir o défice externo chegamos a um crescimento de 1,4 por cento. Quase o triplo do Governo PS em que António Costa era número 2. Não sei se será pouco para os lados do Largo do Rato, mas, no mínimo, é intelectualmente desonesto afirmar que não houve crescimento no país. Mas é isso que afirma o PS de Costa, falhando também nos números. E quando juntamos palavras e números no discurso de António Costa? É muito complicado acreditar em quem coliderou o Governo que trouxe Portugal à bancarrota em 2011. Diz o PS que vai distribuir mais dinheiro às pessoas, que o consumo vai aumentar, o PIB subir e assim a economia irá crescer. Além disso, tal e qual os fanfarrões do «seu» Syriza que diziam que iam fazer isto e aquilo, que iam pôr a Europa em sentido, que iam acabar com a austeridade (e agora tremem para não entrar em incumprimento), António Costa aplica a mesma política e propaganda política em Portugal. Vejamos: promete baixar o IRS, promete repor as 35 horas semanais, promete repor os feriados, promete baixar o IVA da restauração, … mas Portugal acredita neste estilo Tsipriano? Os portugueses têm medo, mas acima de tudo não merecem que voltemos a passar outra vez pelo mesmo, por ter o país às portas da bancarrota, precisamente como António Costa o deixou em 2011. Por falar em medo, António Costa também o tem. Medo que o que sucedeu no Reino Unido, com a reeleição dos Conservadores de David Cameron com uma maioria absoluta (contra todas as sondagens, perspetivas e análises pré e pós-eleitorais tendenciosas), chegue a Portugal com a reeleição de Pedro Passos Coelho. Faltam menos de oito meses, mas seguramente António Costa continuará a falhar nas palavras e os números do país continuarão a demonstrar o porquê dele ter sido o número 2 do Governo que levou Portugal à bancarrota. *Presidente da JSD do Algarve