O número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 1,9 por cento em março face a fevereiro, mas subiu 6 por cento em termos homólogos, totalizando 324.616, segundo dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
No fim de março, estavam registados 324.616 desempregados nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas, mais 18.459 (6,0 por cento) do que no mesmo mês do ano anterior, mas menos 6.392 (-1,9 por cento) em comparação com fevereiro, indica o IEFP.
Para o aumento homólogo global, contribuíram os inscritos há menos de 12 meses (19.204) nos centros de emprego, os que procuram um novo emprego (17.029) e os detentores do ensino secundário (16.365).
A nível regional, em março, com exceção dos Açores (-11,0 por cento) e da Madeira (-20,3 por cento), o desemprego aumentou em termos homólogos, com o valor mais acentuado na região do Algarve (+14,4).
Já face mês anterior, o IEFP indica que, com exceção da região de Lisboa e Vale do Tejo, «a tendência é de redução do desemprego com a maior variação a acontecer na região do Algarve (-18,5 por cento)».
Considerando os grupos profissionais dos desempregados registados no continente, o IEFP destaca os «trabalhadores não qualificados» (27,5 por cento), os «trabalhadores dos serviços pessoais, de proteção segurança e vendedores» (20,3 por cento), o «pessoal administrativo» (11,9 por cento) e «especialistas das atividades intelectuais e científicas» (10,2 por cento).
Relativamente ao mês homólogo, «observa-se um acréscimo no desemprego, na maioria dos grupos profissionais, com destaque para os «operadores de instalações e máquinas e trabalhadores da montagem» (+11,8 por cento) e «trabalhadores qualificados da indústria, construção e artífices« (9,7 por cento).
O IEFP salienta, por sua vez, a redução do desemprego nos «agricultores e trabalhadores qualificados da agricultura, pesca e floresta» (-3,3 por cento).
Ao longo do mês de março inscreveram-se nos serviços de emprego de todo o país 44.387 desempregados, menos 7,8 por cento em termos homólogos e uma redução de 8,3 por cento face a fevereiro.
As ofertas de emprego recebidas ao longo do mês totalizaram 11.087 em todo o país, um número inferior ao do mês homólogo em 24,8 por cento e superior face ao mês anterior em 22,2 por cento.
As atividades económicas com maior expressão nas ofertas de emprego recebidas ao longo de março no continente, foram as «atividades imobiliárias, administrativas e dos serviços de apoio» (24,1 por cento), o «alojamento, restauração e similares» (18,7 por cento), o «comércio por grosso e a retalho» (11,2 por cento) e a «administração pública, educação, atividades de saúde e apoio social» (7,2 por cento).
As colocações realizadas em março totalizaram 8.312 em todo o país, menos 8 por cento face ao mesmo mês do ano passado e mais 23,4 por cento em cadeia.