A avaliação das consequências da ligação do adutor do Funcho à nova rede do perímetro de rega de Silves, Lagoa e Portimão ainda não está concluída pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA). Em causa está um investimento de 8,4 milhões de euros, da Associação de Regantes e Beneficiários de Silves, Lagoa e Portimão, conforme relembrou, em declarações ao «barlavento», José Vilarinho, o presidente desta instituição.
A resposta do Ministério do Ambiente chega na sequência de uma pergunta formulada, no final de 2015, pelo deputado Paulo Sá, do Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (PCP). Assim, a tutela justifica que a utilização do adutor «Funcho-Alcantarilha como origem de água pressurizada para o perímetro de rega de Silves, Lagoa e Portimão obriga, pelas suas particularidades, à ponderação de diversos aspetos de âmbito técnico, económico e formal e administrativo».
Até aqui, o adutor tem sido utilizado para transporte de água para abastecimento público ao Barlavento, estando ligado a duas albufeiras – Odelouca e Funcho.
No entanto, não «pode transportar, em simultâneo, água proveniente das duas origens», afirma a tutela neste documento a que o «barlavento» teve acesso.
A utilização conjunta do adutor, que conduz à utilização alternada das duas origens de água, obriga a APA a ponderar as consequências para a Estação de Tratamento de Água de Alcantarilha, devido à alteração da qualidade da água, que é diferente em cada uma das albufeiras.
Outra das obrigações é prevenir a reabertura de «eventuais contenciosos comunitários». Este projeto contou com fundos do Programa de Desenvolvimento Rural. O Ministério acrescenta ainda que esta questão está na lista «de prioridades da APA», apesar de a obra já estar concluída desde setembro, faltando apenas esta autorização para entrar em funcionamento.