O Museu de Portimão e o projeto «Ocean Revival» estiveram em destaque nesta iniciativa que englobou ainda uma conferência sobre este tema. Durante o colóquio, José Gameiro, diretor científico daquele equipamento, apresentou uma comunicação sobre «O Museu de Portimão e a Salvaguarda do Património Cultural Subaquático do Algarve», enquanto o tenente-coronel Alberto Braz, em representação do projeto «Subnauta Ocean Revival», colocou em destaque «os navios recente e deliberadamente afundados para fins turísticos», resumindo assim as linhas mestras deste investimento ao largo de Portimão.
Neste espaço de debate sobre o património, José Gameiro defendeu que «o Museu de Portimão poderia ser encarado como um potencial Centro Regional de Apoio à Arqueologia Subaquática no Algarve», a nível logístico, de conservação preventiva e exposição, com a contrapartida e os apoios centrais e regionais. Até porque, «da autarquia já houve e continua a haver um investimento em recurso técnicos e humanos», acrescentou José Gameiro ao «barlavento».
Na conferência participaram ainda Ana Martinho, presidente da Comissão Nacional da Unesco, Pedro Barros, da Direção Geral do Património Cultural e Centro Nacional de Arqueologia Náutica e Subaquática, o comandante Augusto Salgado, subdiretor do Centro de Investigação Naval, e Maria Fernanda Rollo, diretora do programa «Memórias da Primeira Guerra Mundial – 1914/18».
A iniciativa surgiu na sequência de um protocolo entre a Comissão Nacional da Unesco e o Centro de História d’Aquém e d’Além Mar, daquela Faculdade, onde ambos se comprometeram a promover «iniciativas de divulgação e sensibilização para a educação, preservação e proteção do património arqueológico e cultural subaquático», esclarece o documento.