Luís Montenegro afirmou hoje que lidera «o Governo mais reformista dos últimos 30 anos em Portugal» e desvalorizou as críticas do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, classificando-as como «epifenómenos».
Em declarações aos jornalistas após votar nas eleições diretas do Partido Social Democrata (PSD), na secção de Espinho, o primeiro-ministro disse sentir a «responsabilidade de transformar o país» e manifestou orgulho no executivo que dirige.
«Como presidente do PSD», afirmou estar «naturalmente muito, muito orgulhoso» por existir um Governo sob direção e responsabilidade do partido, que considera ser «o Governo mais reformista dos últimos 30 anos em Portugal».
Questionado sobre as críticas que Pedro Passos Coelho lhe dirigiu nos últimos dias, Montenegro relativizou o facto de o antigo líder social-democrata ter anunciado que não iria votar nas diretas.
«Vou ter menos um voto, mas é a vida, não é?», respondeu.
O líder do PSD defendeu que o partido está «coeso, unido, focado» e também «imperturbável face a ruídos, que são ruídos menores, face àquilo que é a grandeza da missão» do Governo.
Sem referir diretamente o nome de Pedro Passos Coelho, Montenegro acrescentou que faz parte das «regras do jogo» a comunicação social procurar desviar atenções para «epifenómenos».
«Eu sei que faz parte das regras do jogo a comunicação social querer desviar as atenções para epifenómenos, mas eu acho que, sinceramente, é preciso centrar-nos, e a vocês também cabe esse papel», afirmou.
Cerca de 57 mil militantes do PSD podem votar hoje na reeleição de Luís Montenegro para um novo mandato de dois anos à frente do partido, sendo candidato único.
Segundo dados oficiais dos sociais-democratas, estão inscritos para votar 56.887 militantes, dos quais 63% são homens. A alteração estatutária aprovada pelo partido passou a permitir o voto de todos os militantes com pelo menos uma quota paga nos últimos dois anos, quando anteriormente era exigida quota válida no mês do sufrágio.
As eleições diretas para a presidência da Comissão Política Nacional do PSD decorrem entre as 14h00 e as 19h00 em todo o país. Em simultâneo, os militantes elegem os delegados ao 43.º Congresso Nacional do partido, marcado para os dias 20 e 21 de junho, em Anadia, distrito de Aveiro.