Luís Graça defende avanço urgente da dessalinizadora do Algarve e alerta para riscos de adiar uma infraestrutura considerada essencial.
O deputado Luís Graça defendeu hoje, num vídeo nas redes sociais, que a Central Dessalinizadora do Algarve deve avançar «o mais rápido possível», na localização já definida em Albufeira, sublinhando a necessidade de garantir segurança hídrica na região.
O vice-presidente do Grupo Parlamentar do Partido Socialista (PS) recordou que, em 2024, o Algarve enfrentou uma situação de seca que obrigou à adoção de medidas extremas de poupança de água, alertando para a importância de não adiar decisões estruturais.
A posição surge após o presidente da Câmara Municipal de Albufeira se ter oposto ao projeto, num vídeo divulgado nas redes sociais.
Luís Graça considerou que não se pode transformar a central «num novo Aeroporto de Lisboa», prolongando indefinidamente a discussão sobre a localização.
Segundo o deputado, a escolha de Albufeira resultou de um processo técnico e ambiental que incluiu a análise de mais de uma dezena de localizações, posteriormente reduzidas a duas, sujeitas a avaliação mais aprofundada.
Luís Graça sublinhou ainda que o concurso para a obra foi lançado em fevereiro de 2024, durante o anterior Governo, defendendo que «já é mais do que tempo para começar as obras».
O socialista propõe a criação de uma comissão de acompanhamento da construção e futura operação da central, que inclua a Câmara de Albufeira, a Associação de Municípios do Algarve (AMAL), representantes dos pescadores, a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), a Universidade do Algarve (UAlg) e associações ambientais.
O deputado alertou que a atual situação das barragens não deve travar o investimento na diversificação das origens de água, referindo soluções como a captação no Pomarão, a ligação ao Alqueva e a dessalinização.
Luís Graça anunciou ainda que irá propor a audição de várias entidades na Comissão Parlamentar de Ambiente, no âmbito do plano de eficiência hídrica do Algarve, incluindo autarquias, organismos públicos, associações do sector e a ministra do Ambiente.
Foto: PS Algarve.