Câmara de Loulé comprou 20 fogos em Vale de Rãs, já edificados e em condições de habitabilidade imediata.
A Câmara Municipal de Loulé formalizou a aquisição de 20 fogos na Urbanização de Vale de Rãs, na freguesia de São Clemente, num investimento de 4,8 milhões de euros.
As habitações, já edificadas e em condições de habitabilidade imediata, incluem dois fogos T1, seis T2 e 12 T3. A autarquia submeteu uma candidatura ao Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) para apoiar o investimento.
A escritura pública foi formalizada na terça-feira, 26 de maio, numa iniciativa que contou com a presença da secretária de Estado da Habitação, Patrícia Gonçalves Costa.
Segundo a governante, «cerca de 60 pessoas terão aqui um novo projeto de vida, uma lufada de ar fresco para poderem emancipar-se do ponto de vista financeiro».
O presidente da Câmara Municipal de Loulé, Telmo Pinto, afirmou que estes fogos integram uma política habitacional «estruturada e sustentada ao longo do tempo», que combina diferentes respostas, do arrendamento apoiado ao arrendamento acessível.
A secretária de Estado destacou o «momento de grande execução» do município, que submeteu 21 operações, num total de 185 habitações contratualizadas, com um investimento de cerca de 32 milhões de euros.
A autarquia louletana tem atualmente várias operações em curso, num total de 107 fogos habitacionais, incluindo o empreendimento CLONA, com 64 fogos, a reabilitação do Bairro Municipal Frederico Ulrich, com 18, e a intervenção em Salir, com 12.
A estes somam-se outros 60 fogos adquiridos em fevereiro na mesma urbanização.
Desde outubro de 2025, a gestão do parque habitacional e a promoção de 110 novos fogos passaram para a empresa municipal Loulé Concelho Global.
Telmo Pinto adiantou que, até ao final do ano, a autarquia pretende avançar, «em regime de conceção/construção, com cerca de 100 a 200 casas», em terrenos adquiridos em Loulé, Quarteira ou Parragil.
O município pretende também aumentar o valor do apoio ao arrendamento, com o objetivo de chegar «muito em breve» às 400 a 500 famílias apoiadas.
No concelho, existem atualmente 1128 agregados familiares em situação de carência habitacional.
O edil alertou ainda para o aumento de cerca de 75% do preço médio dos imóveis no concelho entre 2020 e 2025, considerando que a situação tem impacto nas famílias de classe média.
«Sem habitação acessível, não conseguimos fixar profissionais essenciais ao funcionamento da nossa sociedade: médicos, enfermeiros, professores, investigadores, forças de segurança», afirmou.
Por fim, a governante sublinhou que «a habitação pública é mais do que construção» e destacou os apoios financeiros garantidos até 2030, incluindo a linha do Banco Europeu de Investimento.





