Já arrancou o Teatro de Palha, da Lavrar o Mar, com uma programação nacional e internacional de cinema, dança, fotografia, música, teatro, novo circo, teatro de objetos e marionetas e DJ Set para ser desfrutada num ambiente descontraído e poético.
Até 21 de julho, ao fim de semana, todos os caminhos vão dar ao Parque Industrial da Feiteirinha, em Aljezur.
Depois de duas edições, o Teatro de Palha ergue-se, de novo, para ser lugar de resistência e de liberdade, de humanidade e de felicidade.
«Traz com ele uma programação nacional e internacional que, mesmo sendo apresentada e desfrutada numa gigante casa dourada pelo sol e sob um céu escuro repleto de estrelas, procura lembrar as emergências que assolam tanto o mundo, como a nossa condição humana e que é impreterível manter presentes no pensamento e na ação», explicam Madalena Victorino e Giacomo Scalisi, diretores artísticos da Lavrar o Mar.
O ciclo de cinema vai exibir cinco premiados filmes internacionais relacionados com a emergência climática, mas também com o feminismo, questões de género e a sobrevivência da humanidade, tais como «A Flor do Buriti» (30 junho), de João Salaviza e Renée Nader Messora; «Céu em Chamas» (07 julho), de Christian Petzold; «20.000 espécies de abelhas» (10 julho), de Estibaliz Urresola Solaguren; «O Rapaz e a Garça» (14 julho), de Hayao Miyazaki e «A irmandade da sauna» (18 julho), de Anna Hints.
Da Bélgica, chega a companhia Tof Théâtre com «Melting Tof», um programa de uma noite composto por uma mistura alegre de duas peças curtas de teatro de objetos e marionetas ligadas por um DJ Set cintilante, que nos desperta para toda a vitalidade que há na velhice. Acontece a 19 e repete a 20 de julho, pelas 21h30.
Em sintonia com os tempos que vivemos, o Teatro de Palha é ocupado pelas companhias de teatro portuguesas Formiga Atómica e Hotel Europa e os seus espetáculos sobre a crise climática que enfrentamos, «Terminal (O Estado do Mundo» (28 e 29 de junho) e «Urgência Climática» (05 e 06 de julho), respectivamente.

E também «Muda» (12 e 13 de julho), a nova criação que resulta da parceria da Companhia Clara Andermatt e do INAC – Instituto Nacional das Artes do Circo, e que cruza o novo circo, a dança, e a estética do cinema mudo.
Também os portugueses Club Makumba (21 julho) marcarão presença no Teatro de Palha deste ano, com o seu mais recente trabalho, uma viagem de fusão pelas sonoridades do Mediterrâneo e pela África imaginada.
Mais uma vez, este Teatro de Palha foi construído com a cumplicidade de um grupo de agricultores locais e a mestria do arquiteto Pedro Quintela, que imaginou e planeou uma nova volumetria para a edição deste ano, desta vez, inspirada no ambiente dinâmico da planície do estuário de uma praia.
O objetivo é garantir que o Teatro de Palha não é apenas um espaço, mas uma experiência em si.
Por isso, além da programação artística que pode ser desfrutada ao fim de semana, o Teatro de Palha pode ser visitado gratuitamente em qualquer dia da semana, entre as 10h30 e as 18h00, sempre na companhia de um dos elementos da equipa da Lavrar o Mar.
Em permanência pode ser vista a exposição «Menos que nada não é igual a tudo», do fotógrafo João Mariano, que nos desafia, sobretudo, a estar conscientes do que não vemos.
O programa detalhado está disponível online, onde pode também comprar os bilhetes, cujos preços variam consoante o espetáculo.
Também é possível fazer o download do programa aqui.