Música, marionetas e encontros comunitários marcam a temporada de outono da Lavrar o Mar no sudoeste alentejano e costa vicentina, com eventos em Odemira e Aljezur a partir de hoje.
Em setembro, a Lavrar o Mar volta a abrir caminhos de encontro e criação no litoral sudoeste, com propostas em Odemira e em Aljezur. Quatro momentos cruzam música, dança, teatro de marionetas e experiências comunitárias: um recital que se transforma em celebração, uma viagem sonora às raízes reinventadas da tradição, um espetáculo que dá voz à poesia escondida nas árvores e um fim de semana de portas abertas onde cozinhas, oficinas e práticas artísticas vindas de várias geografias se encontram.
A temporada abre a 17 de setembro, quarta-feira, às 19h00, na Casa Novo Bowing, em Odemira, com «Samah». Louise Chardon, Wilhelm Van Langendonck e Inderjeet Singh apresentam um recital que cruza tradições com composições contemporâneas, onde corpo, cítara e tabla se entrelaçam num diálogo sensível de música e movimento. O título, que em árabe significa harmonia, dá o tom a uma viagem contemplativa ao interior. Após o concerto, o público é convidado a permanecer para um cocktail asiático e uma conversa descontraída com os artistas. A entrada é gratuita.
A 20 de setembro, sábado, às 21h00, a EscolaNova, em Bordeira (Aljezur), recebe «Omiri», projeto de Vasco Ribeiro Casais. Reconhecido como um dos mais inventivos criadores da música portuguesa, o músico reinventa canções tradicionais com gaita-de-foles, cavaquinho e eletrónica, cruzando-as com loops, projeções e improvisação. No palco surgem também as vozes, sons e imagens recolhidos na própria Bordeira e nas aldeias vizinhas, devolvidos à comunidade sob a forma de espetáculo. Os bilhetes custam 8 euros (adultos) e 5 euros (crianças até 11 anos), à venda em online e nos locais habituais.

No dia seguinte, 21 de setembro, domingo, às 16h00, o mesmo espaço acolhe «Jacarandá», criação de Adriana Melo e Magnum Soares, da companhia Universo Paralelo.
Através de marionetas e formas animadas, a peça mergulha no universo das árvores para revelar texturas, ciclos e segredos da seiva. Depois da apresentação, o público é convidado a prolongar o encontro à mesa, com chá e bolos caseiros e conversa em torno do espetáculo. O bilhete tem preço único de 5 euros, disponível online.
O ciclo encerra com a quarta edição dos «Dias Abertos ao Planeta», a 27 e 28 de setembro, sábado e domingo, na Casa Novo Bowing, em Odemira.
Durante dois dias, o espaço abre-se à comunidade com um programa diversificado: workshops de culinária indiana de caris, chapatis e molhos; práticas de «Tai Chi & Vocal Journey»; oficinas de colares e missangas, construção de cidades de sonho e livraria mirabolante; concertos no Bowing Jazz Bar com o combo da Associação Jazz e Não Só; e a exibição do filme «Invicto», de Satyajit Ray.
A entrada é livre, mas a participação nos workshops de culinária e de «Tai Chi & Vocal Journey» exige inscrição prévia através do e-mail ([email protected]) ou telefone (912 885 896).
As iniciativas inserem-se no projeto Novo Bowing, promovido pela Lavrar o Mar, cooperativa cultural com sede em Aljezur e presença em Odemira. A programação tem financiamento da Fundação Calouste Gulbenkian e do município alentejano.