A Juventude Socialista (JS) de Faro dirigiu uma carta aberta ao presidente da Câmara Municipal de Faro, Rogério Bacalhau, na quinta-feira, dia 8 de setembro, exigindo a reativação do Conselho Municipal da Juventude que não reúne desde 2014, repondo a legalidade.
A legislação (Lei 8/2009) impõe que o Conselho Municipal da Juventude deve ser reunido, no mínimo, quatro vezes por ano, a fim de emitir pareceres sobre as políticas de juventude que a Câmara Municipal pretende implementar, relembrou a JS local.
«A Juventude Socialista de Faro, membro deste órgão consultivo da Câmara Municipal, tem participado no mesmo desde a sua criação, em 2010. No entanto, desde que o atual executivo autárquico tomou posse, apenas decorreu um único plenário do JuvFaro em março de 2014», denunciaram os jovens socialistas.
Há mais de dois anos que a autarquia «ignora a importância de dar voz aos jovens» do concelho, envolvê-los na tomada de decisões, tendo interrompido a realização das reuniões que são o único mecanismo que esta faixa etária tem para participar de forma ativa na política local, resumiu a estrutura socialista.
A JS de Faro pretende discutir a escassez de espaços verdes no concelho, a crescente degradação dos que existem, os escassos apoios ao associativismo jovem e a ausência de habitação a custos controlados para jovens.
Os Conselhos Municipais da Juventude colocam as entidades a colaborar na definição e execução das políticas a implementar, assegurando a articulação e coordenação com outras áreas setoriais, como o emprego e formação profissional, habitação, educação e ensino superior, cultura, desporto, saúde e ação social.
«Os jovens e as suas reais preocupações caíram no esquecimento do atual executivo representado por Rogério Bacalhau», por isso «relembramos que auscultar os interesses e problemáticas da juventude é sempre importante para a gestão autárquica deste município, não apenas em vésperas de eleições».