O deputado do Chega na Assembleia da República João Paulo Graça foi reeleito presidente da comissão política distrital do partido no Algarve, com 65 por cento dos votos, disse o próprio à agência Lusa, no domingo, dia 5 de maio.
Nas eleições para a comissão política distrital do partido votaram 291 eleitores, dos quais 190 na lista A, liderada por João Paula Graça, e 100 na lista B, liderada por Pedro Xavier, tendo ainda havido um voto em branco.
Em declarações à Lusa, o presidente reeleito da distrital definiu como objetivos do partido para os próximos meses «voltar a ganhar no Algarve nas eleições para o Parlamento Europeu», que se realizam em 09 de junho próximo.
O segundo grande objetivo de João Paulo Graça será que o Chega «ganhe o máximo possível de câmaras municipais e juntas de freguesia» nas próximas eleições autárquicas, que se deverão realizar em setembro ou outubro de 2025.
Nas eleições legislativas de 10 de março último, o distrito de Faro tornou-se o primeiro em que o Chega foi o partido mais votado, com 27,2 por cento dos votos, elegendo três deputados, os mesmos que PS e PSD.
«Fizemos história. Conseguimos acabar com o bipartidarismo no Algarve e o nosso lema é continuar a crescer na região», disse João Paulo Graça.
Hoje também se realizaram eleições para o conselho de jurisdição do Chega no Algarve, tendo ganho a lista A, liderada por Paulo Rosário Dias, com 195 votos num total de 291.
O Chega foi a força política mais votada no distrito de Faro nas última eleições legislativas, com 27,19 por cento dos votos e três deputados eleitos, o mesmo número de mandatos obtidos pelo Partido Socialista (PS) e também pela Aliança Democrática (AD), tal como o barlavento noticiou.
Um Deputado junto de si
Os deputados João Paulo Graça e Sandra Ribeiro, reúnem às segundas-feiras com instituições e individualidades no distrito de Faro. No dia 28 de abril, João Paulo Graça, reuniu com a ASCAL – Associação de Criadores de Gado do Algarve e com a AMVB – Associação de Mariscadores da Vila do Bispo.
Na ASCAL, foi recebido pelo dirigente Afonso Nascimento, que falou sobre «a importância da construção de um matadouro regional, pois o Algarve é a única região do país onde não existe um matadouro. A construção desta infraestrutura é vista como uma mais-valia em termos regionais e profissionais. Um matadouro na região permitia criar emprego e o custo do abate ficar mais barato, o que se poderia refletir no preço final do produto».
Além do matadouro, a ASCAL considera importante revitalizar a Feira de Animais vivos em Odiáxere, Lagos.
Na AMVB, Graça foi recebido pelo presidente Paulo Lourenço que «relatou as dificuldades e alterações que acha como necessárias. No Parque Natural (zona de Sines a Burgau), existem 80 licenças para mariscadores, além da AM da Vila do Bispo, existem outras três associações a de Aljezur, Cavaleiro e Sines)».
Segundo o Chega, Paulo Lourenço «pede mais fiscalização quer aos mariscadores, quer à atividade lúdica, e considera que a atividade do mariscador deva ser considerada de risco e de desgaste rápido».
Já em relação ao período de defeso, João Paulo Graça quer juntar as quatro associações numa reunião para, em conjunto, «formalizar um projeto a fim de poder levar o assunto ao Parlamento».
Sandra Ribeiro reuniu com dois médicos, João Manuel Aurélio Pires Duarte, que trabalha no Serviço Nacional de Saúde, e António de Figueiredo Luz, que exerce no sector privado.
Foram abordadas «algumas situações de grande relevância para o problema da Saúde no Algarve e ao nível do SNS, neste caso, os cuidados primários, cuidados hospitalares, hospitais centrais e cuidados continuados na saúde mental. Abordou-se o tema da Medicina no Direito Penal e da questão das taxas moderadoras que foram isentas desde a pandemia».
