No passado fim de semana, completou 37 anos de vida o melhor jogador de voleibol portimonense de sempre.
É detentor de sete títulos na Bundesliga (campeonato alemão), dez taças da Alemanha e uma vitória na Liga dos Campeões Europeus, como capitão da VFB Friedschafen. Também é o capitão da seleção nacional de voleibol, que ficou em primeiro lugar na Liga Europeia de Voleibol Masculino, em 2010, depois de ter conseguido um quinto lugar, em 2005, na Liga Mundial de Voleibol.
O «barlavento», prosseguindo a saga de dar a conhecer aos leitores alguns valores algarvios menos conhecidos do grande público, quis saber a história deste atleta.
João José – Comecei a jogar voleibol no desporto escolar na Escola Secundária Manuel Teixeira Gomes, tendo feito depois uma passagem pelo voleibol de praia, nas férias.
E como se deu a viragem definitiva para a modalidade de pavilhão?
Um colega meu jogava no Che Lagoense, no Parchal, e fui convidado para integrar a equipa de seniores, que era a única que tinham e que andava a disputar o campeonato nacional. Mas o clube acabou e eu pretendia continuar a jogar. O treinador tinha uns contactos e fiz testes no Espinho, mas não foi possível. No ano seguinte, o Machico, que era uma equipa da 1ª divisão, estava com dificuldade em recrutar jogadores, falou com o treinador do Espinho a pedir referências de alguns atletas, ele falou-lhe de mim e eu fui para lá. Estive no Machico durante quatro anos, fui chamado à seleção, pela primeira vez, em 2000, mas não fiquei. Mas o sistema mudou, em 2002, com a chegada do professor Rolando Dias, cubano, as convocatórias passaram a ser mais alargadas e com maior período de trabalho, e consegui conquistar o meu lugar na seleção. Entretanto, ainda fui jogar no Marítimo e, depois no Castêlo da Maia, onde fui campeão. Só depois fui para a Alemanha, na época 2004/2005.
Depois de muitos anos na Alemanha, João José vem para os Açores, mais concretamente para a Associação de Jovens da Fonte do Bastardo, na ilha Terceira. Sobre a seleção nacional, o nosso entrevistado disse que se encontra em trabalho progressivo de renovação, embora ainda muito dependente da geração de 2000/2002. Mas, segundo ele, há jovens valores a aparecer e as previsões são de afirmação futura.
Embora o João José seja essencialmente um voleibolista de pavilhão, o torneio de voleibol de praia da Praia da Rocha ostenta o seu nome. Como se explica?
Penso que foi uma forma de um grupo de amigos, ex-colegas meus e organizadores do torneio, se recordarem de mim.
Para o «barlavento», é a homenagem ao atleta local com maior palmarés na modalidade, de longe acima de qualquer outro. Embora João José, humildemente, vá dizendo que o é «por enquanto». E que, quando teve de escolher uma das modalidades, achou que o pavilhão era a opção mais lógica. E considera que o voleibol de praia constitui uma forma de descobrir valores, porque lhes dá visibilidade, em zonas periféricas, onde se torna difícil manter equipas de voleibol de pavilhão.
Saiba mais aqui sobre o campo João José na Praia da Rocha