Comprar casa no Algarve custa agora 3.558 euros por metro quadrado (m2), é a segunda região mais cara do país. Loulé é o município mais caro dos 16 algarvios.
O preço das casas no Algarve subiu 9,4 por cento em dezembro de 2024 face ao mesmo mês do ano anterior. Segundo o índice de preços do idealista, comprar casa tinha um custo de 3.528 euros por metro quadrado (euros/m2) no final do mês de dezembro do ano passado, tendo em conta o valor mediano. Já em relação à variação trimestral, a subida foi de 1,3 por cento.
Analisando por municípios, os preços na região subiram em Silves (15,1 por cento), Lagoa (13,7 por cento), São Brás de Alportel (11 por cento), Portimão (10,6 por cento), Faro (9 por cento), Vila Real de Santo António (7,4 por cento), Olhão (7,3 por cento), Lagos (7 por cento), Loulé (6 por cento), Albufeira (5,8 por cento), Tavira (4,9 por cento), Vila do Bispo (4,1 por cento) e Aljezur (0,9 por cento). Já em Monchique (0,5 por cento), os preços estabilizaram durante esse período.
O município mais caro para comprar casa é Loulé (4.193 euros/m2), seguido por Lagos (4.024 euros/m2) e Vila do Bisp (3.878 euros/m2). Seguem-se Lagoa (3.768 euros/m2), Albufeira (3.512 euros/m2), Aljezur (3.474 euros/m2), Silves (3.172 euros/m2), Tavira (3.161 euros/m2), Faro (3.157 euros/m2), Vila Real de Santo António (2.961 euros/m2), Olhão (2.933 euros/m2) e Portimão (2.831 euros/m2). Em contrapartida, os mais económicos estão em Alcoutim (1.190 euros/m2), Monchique (2.249 euros/m2) e São Brás de Alportel (2.673 euros/m2).
A nível nacional, o preço da habitação subiu 10,4 por cento durante o mesmo período, situando-se em 2.827 euros/m2.
Cidades capitais de distrito
Os preços das casas em 2024 subiram em 20 capitais de distrito, com Vila Real (21,2 por cento), Évora (17,9 por cento) e Leiria (15,4 por cento) liderarem a lista. Seguem-se Coimbra (14,7 por cento), Setúbal (13,7 por cento), Beja (13,7 por cento), Ponta Delgada (13,3 por cento), Viseu (13,2 por cento), Bragança (13 por cento), Santarém (13 por cento), Braga (12,1 por cento), Funchal (11,1 por cento), Faro (9 por cento), Porto (7,3 por cento), Portalegre (5,6 por cento), Lisboa (5,1 por cento), Guarda (4,7 por cento), Castelo Branco (3,8 por cento), Aveiro (3,2 por cento) e Viana do Castelo (3,2 por cento).
Lisboa continua a ser a cidade onde é mais caro comprar casa: 5.718 euros/m2. Porto (3.705 euros/m2) e Funchal (3.542 euros/m2) ocupam o segundo e terceiro lugares, respetivamente. Seguem-se Faro (3.157 euros/m2), Aveiro (2.576 euros/m2), Setúbal (2.568 euros/m2), Évora (2.372 euros/m2), Ponta Delgada (2.124 euros/m2), Coimbra (2.093 euros/m2), Braga (1.975 euros/m2), Viana do Castelo (1.949 euros/m2), Leiria (1.632 euros/m2), Viseu (1.587 euros/m2) e Vila Real (1.403 euros/m2). Já as cidades mais económicas são a Guarda (845 euros/m2), Portalegre (860 euros/m2), Castelo Branco (896 euros/m2), Bragança (1.052 euros/m2), Beja (1.088 euros/m2) e Santarém (1.340 euros/m2).
Distritos/ilhas
Analisando por distritos e ilhas, as maiores subidas de preços tiveram lugar na ilha de São Miguel (17,6 por cento), ilha de Porto Santo (16 por cento) e Porto (15,9 por cento). Seguem-se a ilha Terceira (15,8 por cento), Beja (14,7 por cento), Santarém (13,6 por cento), ilha da Madeira (12,6 por cento), Braga (12,5 por cento), Portalegre (12,5 por cento), Vila Real (12,2 por cento), Leiria (11,5 por cento), Setúbal (10,4 por cento), Lisboa (9,8 por cento), Aveiro (9,7 por cento), Coimbra (9,5 por cento), Faro (9,4 por cento), Évora (9,4 por cento), ilha do Pico (8,4 por cento), Viseu (7,6 por cento), Bragança (5,2 por cento), Castelo Branco (4,8 por cento), Guarda (4 por cento), ilha do Faial (3,6 por cento) e Viana do Castelo (1,7 por cento). Já na ilha de Santa Maria (-0,4 por cento), os preços estabilizaram nesse período. Por outro lado, os preços desceram na ilha de São Jorge (-3,5 por cento)
De referir que o ranking dos distritos mais caros para comprar casa é liderado por Lisboa (4.279 euros/m2), seguido por Faro (3.558 euros/m2), ilha da Madeira (3.251 euros/m2), Porto (2.916 euros/m2), Setúbal (2.700 euros/m2), ilha de Porto Santo (2.615 euros/m2), ilha de São Miguel (1.925 euros/m2), Aveiro (1.829 euros/m2), Leiria (1.737 euros/m2), Braga (1.689 euros/m2), Coimbra (1.524 euros/m2), Viana do Castelo (1.481 euros/m2), ilha do Pico (1.476 euros/m2), Évora (1.446 euros/m2), ilha de Santa Maria (1.399 euros/m2), ilha do Faial (1.350 euros/m2), ilha Terceira (1.335 euros/m2), Santarém (1.279 euros/m2) e ilha de São Jorge (1.226 euros/m2).
Os preços mais económicos encontram-se na Guarda (732 euros/m2), Portalegre (811 euros/m2), Castelo Branco (908 euros/m2), Bragança (917 euros/m2), Vila Real (1.056 euros/m2), Viseu (1.147 euros/m2) e Beja (1.209 euros/m2).
Regiões
Nos últimos 12 meses, os preços das casas à venda aumentaram em todas as regiões do país. A liderar as subidas, encontra-se o Norte (16 por cento) seguido pela Região Autónoma dos Açores (14,1 por cento), Região Autónoma da Madeira (12,6 por cento), Alentejo (11,6 por cento), Centro (10,7 por cento), Área Metropolitana de Lisboa (10,2 por cento) e Algarve (9,4 por cento).
A Grande Lisboa, com 3.904 euros/m2, continua a ser a região mais cara para adquirir habitação, seguida pelo Algarve (3.558 euros/m2), Região Autónoma da Madeira (3.241 euros/m2) e Norte (2.440 euros/m2). Do lado oposto da tabela encontram-se o Centro (1.549 euros/m2), a Região Autónoma dos Açores (1.642 euros/m2) e o Alentejo (1.702 euros/m2) que são as regiões mais baratas para comprar casa.
Índice de preços imobiliários do idealista
Para a realização do índice de preços imobiliários do idealista, são analisados os preços de oferta (com base nos metros quadrados construídos) publicados pelos anunciantes do idealista. São eliminados da estatística anúncios atípicos e com preços fora de mercado.
É incluída ainda a tipologia «moradias unifamiliares» e descartados todos os anúncios que se encontram na base de dados e que estão há algum tempo sem qualquer tipo de interação pelos utilizadores. O resultado final é obtido através da mediana de todos os anúncios válidos de cada mercado.
Foto: Bruno Filipe Pires