A maioria dos hoteleiros tem reservas acima dos 50 por cento para o verão, o que faz com que a expectativa para a época alta seja positiva, segundo os resultados de um inquérito da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), hoje divulgados.
«É globalmente muito positiva a expectativa da nossa hotelaria para a época alta», apontou a presidente executiva da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), Cristina Siza Vieira, em conferência de imprensa para apresentação dos dados de um inquérito realizado junto dos associados, sobre as perspectivas para o verão.
No que diz respeito ao mês de junho, 70 por cento dos inquiridos indicaram uma taxa de reserva entre os 50 por cento e os 89 por cento, sendo que, para 43 por cento dos hoteleiros que responderam, a taxa de reserva está acima dos 70 por cento.
A Madeira destacou-se com a quase totalidade dos inquiridos a apresentar uma taxa de reserva superior a 70 por cento, seguida dos Açores com 86 por cento dos inquiridos a registar reservas acima dos 70 por cento.
Já para julho, a nível nacional, 67 por cento dos inquiridos registaram uma taxa de reserva entre os 20 por cento e os 69 por cento, mas nos Açores quase todos os inquiridos indicaram reservas acima dos 70 por cento, e na Madeira 98 por cento estão com reservas acima dos 50 por cento.
No sentido oposto, no Alentejo, apenas metade dos inquiridos tem reservas superiores a 20 por cento, sendo esta a região com a taxa de reserva média mais baixa.
Em agosto, considerado o mês forte para o turismo, 63 por cento dos inquiridos registam reservas entre os 20 por cento e os 69 por cento, com os Açores novamente em destaque, uma vez que todos os inquiridos indicaram que já têm reservas acima dos 70 por cento.
Na Madeira e no Algarve, a grande maioria apresenta taxas de reserva superiores a 50 por cento para agosto.
O Alentejo continua a apresentar as taxas de reserva mais baixas também em agosto, com mais de metade dos inquiridos a registar reservas inferiores a 50 por cento.
Já em setembro, mais de metade dos inquiridos nos Açores (71 por cento) reportou taxas de reserva superiores a 70 por cento, enquanto na Madeira a quase totalidade apontou taxas acima dos 50 por cento.
No Algarve, metade dos inquiridos tem reservas superiores a 50 por cento para o último mês do verão, enquanto quase todos os inquiridos do Centro e 76 por cento dos inquiridos do Alentejo têm reservas abaixo dos 50 por cento.
Relativamente aos principais mercados, 73 por cento dos inquiridos indicou o mercado nacional nos três primeiros lugares, tal como o Reino Unido (52 por cento da amostra) e Espanha (para 45 por cento dos inquiridos), seguindo-se os Estados Unidos da América e a Alemanha, para 38 por cento e 31 por cento, respetivamente.
Os associados da AHP foram também questionados sobre as expectativas para os principais indicadores da operação hoteleira, em comparação com o verão de 2023, tendo 89 por cento da amostra respondido que prevê uma taxa de ocupação igual ou melhor, com o Centro e a Península de Setúbal a serem os mais otimistas.
Quanto ao preço médio, 76 por cento dos inquiridos espera que seja melhor do que no ano passado e, por fim, quanto aos proveitos totais e proveitos de aposento, 68 por cento da amostra está expectante que sejam melhores ou muito melhores.
O inquérito decorreu de 20 a 31 de maio e contou com respostas de 378 estabelecimentos turísticos associados da AHP.
Foto: Bruno Filipe Pires
