Tribunal de Faro aplica pena máxima a José Mascarenhas pelo homicídio no Algarve de Josielly Fontes, cujo corpo apareceu carbonizado no Alentejo.
O Tribunal de Faro condenou, na quarta-feira, 10 de dezembro, José Mascarenhas a 25 anos de prisão pelo homicídio no Algarve de Josielly Fontes, cidadã brasileira de 25 anos. O corpo apareceu carbonizado no Alentejo, semanas após o crime.
O coletivo de juízes deu como provados os crimes de homicídio qualificado, furto, profanação de cadáver, abuso de cartão na forma tentada e falsidade informática. A pena aplicada corresponde ao limite máximo previsto.
Segundo o tribunal, o arguido sabia que a vítima obtinha «elevadas quantias de dinheiro» através da prostituição e criou um plano para lhe retirar os cartões bancários. O acórdão descreve o uso de força física para subtrair os bens de Josielly.
A 6 de dezembro de 2022, a vítima saiu de Vilamoura para se encontrar com José Mascarenhas. Seguiram numa viatura emprestada. O tribunal concluiu que o homicídio ocorreu entre os dias 6 e 7, em hora não apurada.
O homem tentou levantar dinheiro em Boliqueime, mas introduziu o código errado. Depois conduziu até Santana da Serra, onde pediu a uma funcionária de um bar que intermediasse a transferência de 920 euros da conta da vítima.
A viatura usada no crime apareceu abandonada a 22 de dezembro no Algarve, com o telemóvel da vítima no interior. O corpo carbonizado foi encontrado cerca de três semanas depois em Santana da Serra, Ourique, já no distrito de Beja.
O acórdão refere que o arguido, cliente de Josielly, ganhou a confiança da jovem, mas «não mostrou arrependimento ou empatia para com a vítima», a quem «quis tirar a vida». O tribunal não conseguiu apurar o momento em que tomou essa decisão.
Em agosto deste ano, o Ministério Público também acusou José Mascarenhas de matar e profanar o cadáver de uma motorista de TVDE em Almancil, em junho de 2022.
Sandra Andrade tinha 49 anos, vivia em Quarteira e trabalhava como condutora de transporte de passageiros e guia turística.