Recém-inaugurada obra de ampliação do heliporto de Loulé permite operar cinco helicópteros e reforça as missões de emergência no sul do país.
A obra de ampliação do Heliporto Municipal de Loulé foi inaugurada na segunda-feira, 27 de outubro, pelo secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha.
O investimento, promovido pela Câmara Municipal, reforça a resposta regional em matéria de emergência, socorro e proteção civil, e posiciona Loulé como «polo estratégico no dispositivo de meios aéreos no Sul do país».
Com esta intervenção, a infraestrutura passa a ter capacidade para cinco helicópteros em permanência, mais dois do que anteriormente, e conta agora com um novo hangar preparado para aeronaves pesadas. O projeto inclui ainda o reforço das áreas de parqueamento, abastecimento e manutenção, bem como o alargamento dos espaços de alojamento e apoio técnico às tripulações da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Segundo Rui Rocha, «nestes centros de meios aéreos, quer os que são mais direcionados para os incêndios rurais, quer os que, como este, também conjugam a emergência médica, ter a prontidão máxima é essencial». O governante sublinhou que «no socorro, na emergência, um minuto pode, muitas vezes, fazer a diferença entre a vida e a morte», destacando a importância vital do investimento.
Com as novas valências, a Base de Loulé fica apta a acolher operações aéreas de combate a incêndios rurais, transporte, emergência médica, missões de proteção e socorro e busca e salvamento. Esta última capacidade, suspensa desde 2018, será reativada, permitindo reduzir drasticamente o tempo de resposta em situações de emergência, tanto na orla costeira como no interior, atualmente dependentes de meios da Força Aérea sediados a quilómetros de distância.
Criado em 1998, o Heliporto de Loulé constitui uma infraestrutura essencial à operação de aeronaves do Estado e integra o Serviço Permanente da ANEPC e a Base de Helicópteros do INEM. Em 2015, com apoio de fundos comunitários, o município construiu o edifício de apoio à Base de Helicópteros em Serviço Permanente, com capacidade para 21 pessoas e áreas administrativas, logísticas e sociais que garantem o funcionamento ininterrupto das equipas da ANEPC e do INEM.
A ampliação agora inaugurada foi financiada no âmbito do projeto CILIFO – Centro Ibérico para a Investigação e Luta Contra Incêndios Florestais, programa que também abrange os Centros de Meios Aéreos de Monchique e de Cachopo/Tavira, reforçando a cooperação entre as regiões do Alentejo, Algarve e Andaluzia. O investimento ultrapassou três milhões de euros.
O presidente da Câmara Municipal, Vítor Aleixo, destacou o papel do município na consolidação desta infraestrutura: «Este é o corolário de um programa político que tem sido prosseguido, ao longo de muitos anos, de uma forma sistemática. Somos um concelho com uma localização geográfica central e estratégica. Daqui podem ser projetados meios para qualquer zona do Algarve ou até do Baixo Alentejo, com economia de tempo, o que é muito importante dada a natureza das funções aqui praticadas».
O autarca sublinhou ainda que a autarquia tem complementado a ação do Estado central, à semelhança do que aconteceu com outros investimentos de âmbito regional, como a sede do INEM/CODU, o edifício do SIS, o Comando Regional de Emergência e Proteção Civil e a Base de Apoio Logístico em Quarteira.
Antes de deixar o cargo, Vítor Aleixo adiantou que novos projetos estão já previstos para robustecer a chamada Cidadela de Segurança e Proteção Civil de Loulé, nomeadamente as instalações regionais da GNR e o Centro de Formação Regional de Emergência e Proteção Civil/Escola de Bombeiros.
«Este investimento consolida Loulé como referência nacional na proteção civil e na gestão da emergência», concluiu o autarca.
Fotos: Bruno Filipe Pires
