A Associação dos Profissionais da GNR manifestou pesar pela morte do militar no Guadiana e exige reconhecimento do risco da profissão.
A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) manifestou profundo pesar pela morte do militar Pedro Nuno Manata e Silva e exigiu ao governo «respostas firmes» que reconheçam o risco da profissão.
O militar da GNR morreu na noite de segunda-feira, 27 de outubro, após a embarcação em que seguia ter sido abalroada por uma lancha de alta velocidade no rio Guadiana, no Algarve. Outros três militares ficaram feridos. A GNR suspeita que a embarcação esteja ligada a uma operação de tráfico de droga, tal como o barlavento noticiou.
Em comunicado, a associação expressou «profunda tristeza» e apresentou «as mais sentidas condolências aos familiares, amigos e colegas do Pedro Manata e Silva, que faleceu em serviço».
«É sempre imensa a consternação quando um de nós perde a vida em serviço de forma prematura, mas este caso em particular tem para a APG/GNR um significado diferente, na medida em que se trata de alguém que nos é próximo, que era associado e antigo dirigente da APG/GNR, que teve a generosidade de lutar pelos direitos dos seus camaradas, de lhes dar voz», refere a nota.
A APG/GNR considera «inadmissível que, sempre que morre um profissional da GNR em serviço, se apresentem discursos de circunstância sem consequências políticas concretas no plano das decisões».
A associação lembra que os militares da Guarda «juraram cumprir a sua missão, mesmo com risco da própria vida», sublinhando que «diariamente se encontram desprotegidos perante o seu estatuto e dignidade profissionais».
Por isso, exige ao Governo e à tutela «respostas firmes, que se consubstanciem em medidas que reconheçam o risco da profissão e confiram dignidade aos agentes da segurança pública e aos seres humanos que a exercem».
A morte de Pedro Manata e Silva e as circunstâncias do acidente foram já lamentadas pelo Presidente da República, pelo primeiro-ministro, por dirigentes políticos e por várias entidades da sociedade civil.
A Direção Nacional da APG/GNR reafirmou a sua solidariedade à família do militar e garantiu que continuará a lutar pelo reforço da proteção e reconhecimento dos profissionais da Guarda.