O piloto de Coimbra Filipe Albuquerque, que terminou no pódio em todas as corridas no Autódromo Internacional do Algarve, quer voltar à vitória.
O campeão da ELMS LMP2 de 2020, Filipe Albuquerque, regressa ao Autódromo Internacional do Algarve para competir na final da European Le Mans Series (ELMS) pela primeira vez desde a sua temporada vitoriosa, há cinco anos.
O piloto português conta ainda com um historial de 100% de pódios entre 2017 e 2020, vencendo as 4 Horas de Portimão em 2018 com o vencedor das 24 Horas de Le Mans de 2025, Phil Hanson, terminando em segundo em 2017 e 2019 e em terceiro em 2020.
Esta temporada, Albuquerque regressou ao ELMS com a Nielsen Racing, correndo ao lado do ex-campeão Ferdinand Habsburg e do jovem piloto turco Cem Bolukbasi no Oreca-Gibson n.º 24.
O trio subiu ao pódio uma vez este ano em Spa-Francorchamps, depois de Habsburg ter conquistado a primeira pole position geral da equipa.
Embora Albuquerque e os seus companheiros de equipa estejam muito atrás dos líderes para disputar o título da ELMS de 2025, o piloto de Coimbra estará focado em manter o seu histórico de 100% de pódios na sua corrida em casa.
»Como resumiria o ano? Diria, evolução constante. Tem sido um bom trabalho com a Nielsen e os meus colegas de equipa, Cem e Ferdinand, temos melhorado o carro, a sua performance. Estamos a tornar-nos mais competitivos a cada fim de semana, e tem sido muito agradável ver os resultados a evoluir e o ambiente na equipa», refere Filipe Albuquerque.
«O ponto alto da temporada até agora, se tivesse de escolher um, teria de ser Spa», diz.
«Fomos super competitivos durante todo o fim de semana, obviamente que conseguimos a pole position, a primeira pole position para o Ferdi e para a Nielsen na categoria, o que foi incrível, e terminámos com uma boa prestação na corrida em terceiro. Penso que este é o ponto alto, mas ainda estamos à procura do maior destaque: vencer em Portimão», aponta ainda.
De acordo com o piloto, «não sabia que tinha subido ao pódio em todos estes quatro anos. Para mim, em Portimão, correr em casa, é obviamente ótimo. Há muita atenção e muita pressão para os pilotos locais, mesmo que haja três pilotos portugueses a tentar lutar pelo pódio. Penso que isso seria o mais importante, ter um piloto português no pódio. Obviamente, quero ganhar, quero voltar a subir ao pódio e manter essa sequência», justifica.
«A pista em si é tão bonita de conduzir, é daquelas pistas que, quando se pilota, testa-se sozinho, diverte-se imenso por causa da altitude, do tipo de curvas, tem curvas rápidas e curvas lentas. É simplesmente incrível e muito diferente de quase todos os outros circuitos do mundo. Quando se corre, isso torna tudo mais complicado. OK, é larga e segura, mas é desafiante, especialmente a última curva. É um sítio onde gosto de vir», admite o piloto.
Para Albuquerque, a sua curva favorita é a «Craig Jones. Acho que é a T8. Tem uma curva apertada, e quando se sai dela, está-se literalmente a olhar para o céu, depois tem-se uma queda repentina e depois uma curva rápida para a esquerda, numa curva cega a ir para a direita. Até mesmo descrevê-la é complicado. Quando se está no carro a 250 km/h, é simplesmente incrível, parece que se está na Disneyland numa das montanhas-russas, mas está-se no controlo do próprio carro; é muito fixe».
Por fim, o atleta admite que «o objetivo, para onde quer que vá, é sempre o mesmo: ir em busca da vitória, fazer o melhor que se pode. Obviamente, às vezes não se tem ritmo para ganhar, mas depois é preciso fazer mais do que o carro consegue. É simples. Não sei se vou ganhar, não sei se vou acabar em último, mas vou dar o meu melhor, e o objetivo é chegar em primeiro».
O arranque para as 4 Horas de Portimão está marcado para as 14h30m de sábado, dia 18 de outubro, e os bilhetes continuam à venda no website oficial do Autódromo Internacional do Algarve.