A Figo Lampo estreia em Loulé a sua sétima produção teatral, «As Bruxas e o Poço», com dois espetáculos para as escolas e uma apresentação para o público.
A Figo Lampo estreia no Cineteatro Louletano, a sua sétima produção na quinta-feira, dia 12 com dois espetáculos para as escolas às 10h30 e uma apresentação para o público, na sexta-feira, dia 13, às 19h00.
A peça contou com a participação especial de alguns alunos do 8.º ano da escola D. Dinis de Quarteira na qual a associação realizou três sessões participativas.
Entre os assuntos abordados, destacaram-se os temas sobre a desinformação e o abandono escolar.
Na peça, a história passa-se há 500 anos num Algarve onde ainda não existiam escolas e a Inquisição dominava não permitindo a partilha de conhecimento entre as pessoas.
Segundo a sinopse, «duas crianças passeavam nos campos e nas florestas e como tinham muito tempo livre, inventavam histórias onde fingem falar com animais e outras tantas traquinices. Um dia decidiram passar num sítio junto a um poço antigo, onde as avisaram de antemão que era proibido brincar, aí encontram livros escondidos e com o passar do tempo conseguem decifrar o que significam. São injustamente acusadas de bruxaria, mas elas conseguem descobrir quem os escondia».
Esta é uma comédia para maiores de 7 ou 8 anos. Os bilhetes são gratuitos até aos 12 anos, mas carecem de reserva obrigatória.
A peça, concebida no âmbito da Bolsa de Apoio ao Teatro 2024 promovida pela Câmara Municipal de Loulé e pelo Cineteatro Louletano, reúne uma equipa artística e técnica para dar vida a uma criação original de Verónica Guerreiro, que assina a direção e o texto dramático, e ainda a pesquisa e recolha de conteúdos em colaboração com Paulo Tomé.
A interpretação está a cargo de André Canário, Mariana Vitorino, Sara Vicente e Laura Pereira, contando ainda com a participação especial de Nicole Guerreiro, Lara Guerreiro, Luchyan dos Santos e Inessa Aheyenko.
A cenografia é fruto do trabalho conjunto de Verónica Guerreiro e Paulo Tomé, enquanto os figurinos e adereços ficaram a cargo de Maria Amélia Guerreiro e Cláudia Moreira. A iluminação é da responsabilidade de Jorge Pereira, e a sonoplastia está a cargo de Zé do Val. O espetáculo conta ainda com imagens animadas criadas por Verónica Guerreiro e registos fotográficos e em vídeo de Eduardo Pinto.
Este trabalho conta também com o apoio da ACTA – A Companhia de Teatro do Algarve, Folha de Medronho – Artes performativas, AR Quente e Oficina Clementino Ramos.
Fotos: Eduardo Pinto





