AIPAR, com sede em Faro, alerta para a importância de denunciar maus-tratos infantis, lembrando que basta suspeita para agir e que qualquer cidadão pode comunicar situações de risco.
A Associação de Proteção à Rapariga e à Família (AIPAR) apela à denúncia de situações de risco infantil no âmbito do Mês do Laço Azul, sublinhando que a proteção das crianças é uma responsabilidade de toda a comunidade.
A instituição, com sede em Faro, reforça que qualquer cidadão tem o dever legal de comunicar situações em que uma criança esteja em perigo, bastando a suspeita.
A denúncia pode ser feita à PSP, à GNR, à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens (CPCJ) da área de residência ou ao Ministério Público, podendo ser anónima.
A AIPAR alerta que a comunicação de uma situação de risco não implica automaticamente a retirada da criança à família. O primeiro passo é a avaliação do contexto familiar, privilegiando a permanência da criança no seu meio sempre que existam condições de segurança.
Nos casos em que tal não é possível, a criança pode ser integrada numa família de acolhimento ou encaminhada para uma instituição, sendo todas as decisões orientadas pelo superior interesse da criança.
A associação destaca ainda o trabalho desenvolvido através do Centro de Apoio Familiar e Aconselhamento Parental (CAFAP), centrado no apoio e fortalecimento das famílias, criando condições para que as crianças possam crescer em segurança no seu ambiente familiar.
Fundada em 1988, a AIPAR atua nas áreas do acolhimento familiar de crianças e jovens, acolhimento temporário de raparigas entre os 12 e os 18 anos, apoio familiar e aconselhamento parental, inclusão de pessoas com deficiência e emergência alimentar.