O doce Dom Rodrigo recebeu decisão favorável ao pedido de registo nacional como IGP. A CCDR do Algarve destaca a autenticidade, a tradição e a proteção deste símbolo regional.
O doce regional do Algarve Dom Rodrigo obteve decisão nacional favorável ao pedido de registo como Indicação Geográfica Protegida (IGP). O despacho do secretário de Estado da Agricultura foi publicado na terça-feira, dia 9 de dezembro, em Diário da República (DR).
A Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve confirmou a decisão.
A instituição afirma que a medida «reconhece oficialmente a singularidade deste doce emblemático», cuja candidatura foi apresentada pela ADRA — Associação dos Doces Regionais do Algarve».
A CCDR destaca também o «caráter tradicional», a ligação ao território e o saber transmitido ao longo de gerações.
O Dom Rodrigo junta fios de ovos, ovos-moles com amêndoa, açúcar e canela e, para a CCDR do Algarve, é «um dos mais representativos símbolos da doçaria conventual» da região.
A entidade assinala a associação histórica às cidades de Lagos e Tavira. Apesar desta origem, a produção disseminou-se pelo Algarve e mantém métodos artesanais consolidados no distrito.
Entre esses métodos estão a preparação dos ovos-moles com amêndoa, a confeção dos fios de ovos e a tradicional etapa da «queima». O resultado é o característico novelo envolvido em papel vegetal e papel metalizado colorido.
Segundo a CCDR, este reconhecimento é um «marco relevante para a valorização económica, cultural e turística do Algarve».
A decisão garante proteção contra imitações e preserva padrões de origem, qualidade e autenticidade.
A certificação informa que cada unidade é produzida nas 67 freguesias dos 16 concelhos do Algarve e que ficará sujeita a controlo e certificação por entidade competente.
Foto: município de Lagos.