O Carnaval de Loulé terá 14 carros alegóricos e 600 figurantes durante três dias, entre domingo e terça-feira, numa edição dedicada à sustentabilidade.
«À descoberta dos ODS» é o tema desta edição do corso louletano, segundo a organização o mais antigo do país, promovendo os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Agenda 2030 das Nações Unidas, revelou o presidente da autarquia em conferência de imprensa, esta tarde nas oficinas da zona industrial de Loulé.
«É brincar com uma coisa muito séria, mas o Carnaval é isso mesmo. Os 17 ODS fazem o apelo ao mundo para mudarem muitas coisas do dia a dia em diferentes planos e nós vamos brincar com isso, porque é uma forma óbvia de levar uma informação tão importante, numa perspetiva de divertimento e brincadeira, a milhares de cidadãos», referiu o autarca louletano Vítor Aleixo.
A erradicação da pobreza, a promoção da igualdade de género, a educação de qualidade, a ação climática, as cidades e comunidades sustentáveis ou a promoção da paz são alguns dos objetivos focados nos 14 carros alegóricos, misturando-se com a sátira política, social e desportiva.
O público poderá apreciar os bonecos de personalidades portuguesas e mundiais, como António Costa, Pedro Nuno Santos, Pinto da Costa, André Villas-Boas, Fernando Madureira, Mário Centeno, Christine Lagarde, Vladimir Putin, Volodymyr Zelensky e Joe Biden, entre outros.
Entre domingo e terça-feira, os desfiles na avenida José da Costa Mealha vão contar também com cerca de 600 figurantes, incluindo «bailarinas brasileiras com samba no pé, os batuques frenéticos e os grupos de animação a representar associações do concelho», destaca a autarquia.
A organização espera receber «à volta de 80 mil pessoas» nos três dias de evento, «um número que não foge muito das melhores edições do Carnaval de Loulé», disse Vítor Aleixo.
O evento, cuja organização movimentou cerca de 100 pessoas nas últimas semanas, conta com um orçamento de 470 mil euros, «mais ou menos» a mesma verba da edição de 2023, de acordo com o autarca.
O presidente da Câmara de Loulé anunciou uma novidade para este ano, também sob o mote da sustentabilidade, preocupação que «tem vindo a acentuar-se» nos últimos anos neste e noutros eventos municipais.
«Há uma empresa, na área do ambiente, que está neste momento a ultimar connosco os preparativos para podermos calcular, pela primeira vez na história do Carnaval do Loulé, qual é a pegada de carbono que este acontecimento vai gerar nestes três dias de festa», revelou.
O Carnaval em Loulé não se esgota na sede de concelho: em Alte, uma aldeia do interior, decorre um Carnaval «fantástico, com muitos carros», e em Quarteira há um desfile à beira mar «com uma participação popular espontânea muito genuína», sublinhou Vítor Aleixo.
Entretanto, as previsões de chuva e mau tempo levaram a Câmara Municipal de Loulé a cancelar o habitual desfile Carnaval infantil, que estava agendado para sexta-feira, com a festa das cinco mil crianças do concelho a fazer-se dentro das escolas.
Os bilhetes para acesso ao desfile principal têm um custo de dois euros, cujas receitas revertem a favor de associações participantes no desfile e de Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).









