Pelo terceiro ano, o Calçadão de Quarteira volta expor arte pública, esta sob o tema «A Deriva Litoral», com inauguração marcada para amanhã.
Sob o nome «A Deriva Litoral», as instalações artísticas de Ângelo Gonçalves e Nuno Viegas inauguram amanhã, quinta-feira, dia 6 de julho, no Calçadão de Quarteira (junto à Geladaria Roma), pelas 19h00.
Pelo terceiro ano consecutivo, o Calçadão de Quarteira volta a ter a presença de arte pública, durante o período de verão.
«Levar projetos artísticos do campo das artes visuais para fora de galerias e museus e procurar estabelecer contacto com o público informal, em lugares de grande afluência é também um dos desígnios desta programação, que privilegia os encontros», segundo explica a Câmara Municipal de Loulé.
Para esta edição, a autarquia convidou dois artistas que conhecem bem o Algarve, a trabalhar sobre o tema «A Deriva Litoral», um fenómeno que, pela interrupção do seu fluxo natural, é cada vez mais noticiado pelas piores razões, com resultados que afetam toda a orla costeira.
A deriva litoral refere-se às correntes marítimas costeiras e à ondulação responsáveis também pelo transporte e depósito de sedimentos, que contribuem para a formação e abastecimento de areias das nossas praias.
Sabe-se hoje que, esta deriva litoral, tem sofrido alterações provocadas pela ação humana, através das suas construções que interrompem este fluxo.
Muitos dos areais das praias do Algarve são alimentados de forma artificial, sendo que, presentemente, o mar retira muito mais areia do que repõe e a erosão costeira é bem visível.
O problema da reposição natural da areia da praia começa a montante, no leito dos rios, causado também pela escassa precipitação ou pela construção de barragens que impedem que os sedimentos provenientes do interior, cheguem ao litoral para serem transportados pela referida deriva.
De acordo com o responsável pela instalação no Calçadão de Quarteira, Miguel Cheta, «os artistas não têm o poder de solucionar estes fenómenos, mas podem e devem questioná-los através das suas propostas, enquanto nos inquietam».
As obras poderão ser vistas até ao dia 30 de setembro.