As expropriações de terrenos para a construção de seis novas rotundas nos concelhos de Lagos e Portimão, na Estrada Nacional 125, já foram publicadas em Diário da República, a 17 de março, com carácter de urgência. E nalguns casos, as máquinas já começaram a remover a terra para dar início às obras. Segundo a informação publicada serão criadas rotundas de acesso ao Sargaçal e ao Chinicato, no concelho de Lagos. Já em Portimão, as intervenções substituem o cruzamento da Mexilhoeira Grande e o da Figueira. A rotunda seguinte ficará no sítio da Norinha e Horta de São Francisco, junto à Abicada. Neste local já há marcações e trabalhos de terraplanagem no terreno.
A quarta rotunda substituirá o cruzamento perto da Tapada da Penina, onde se localiza o hotel de cinco estrelas. A intenção é melhorar o trânsito naquela zona da Torre. Também nesta lista de expropriações estão contempladas retificações nalguns acessos locais, como é o caso da entrada do Hotel da Penina ou do caminho junto ao restaurante Sopa de Pedra.
Na semana passada, a requalificação da EN 125 esteve em destaque na Assembleia da República com o Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português (PCP) a apresentar um Projeto de Resolução. O documento, que apresenta três pontos, foi aprovado.
No caso do primeiro ponto, o PCP recomenda ao governo que as obras de requalificação abrangidas pelo contrato da subconcessão Algarve Litoral sejam concluídas o mais rápido possível, o que mereceu a unanimidade na aprovação.
No ponto seguinte, o PCP propôs que todas as obras previstas no início, em toda a extensão da EN125, (quer o que está sob a alçada da subconcessionária Rotas do Algarve Litoral – entre Vila do Bispo e Olhão – quer o que está sob a tutela da empresa Infraestruturas de Portugal – entre Olhão e Vila Real de Santo António) fossem concretizadas. O PCP, BE e PS votaram a favor, o CDS absteve-se e o PSD votou contra. Ao «barlavento», o deputado Cristóvão Norte justificou que, «do ponto de vista financeiro, o projeto original era megalómano».
A quantidade de rotundas em toda a EN125 não se adapta, por exemplo, «às soluções de mobilidade que devem servir o Algarve». Ainda assim, Cristóvão Norte admite que há duas ou três intervenções que deveriam avançar como «a variante a Olhão». No terceiro e último ponto, o PCP recomenda a renegociação do «contrato da subconcessão Algarve Litoral para reduzir a taxa interna de rentabilidade da subconcessionária, garantindo uma diminuição dos encargos do Estado». O sentido de voto dos partidos foi igual ao segundo ponto. Neste caso, Cristóvão Norte afirma que já houve uma «renegociação com poupanças». «Ao contrário da A22, na EN125 não houve uma redução da taxa interna de rentabilidade da parceria público-privada, mas foi porque o objeto foi diminuído». Por essa razão, «o lucro absoluto da PPP foi reduzido, pois tiveram que fazer menos obra».