A operação nos aeroportos nacionais está hoje a decorrer com normalidade, embora persistam alguns impactos relacionados com os voos cancelados ou atrasados de segunda-feira, devido ao apagão, e afluência elevada para entrega de bagagens, avançou a ANA.
«A operação nos aeroportos portugueses está a decorrer com normalidade, com todos os sistemas operacionais a funcionarem», adiantou a gestora aeroportuária, em comunicado.
No Porto e em Faro, as operações decorrem regularmente, ainda com alguns impactos relacionados com os voos cancelados ou atrasados do dia anterior, enquanto no aeroporto de Lisboa a «recuperação dos voos de ontem [segunda-feira] apresenta maiores desafios, mas a situação está controlada», detalhou a ANA.
A gestora dos aeroportos indicou também uma elevada afluência nos balcões das companhias aéreas, para reagendamento de voos, e de serviços de assistência em terra (handling), para entrega de bagagens.
Assim, indicou, está a ser implantado, no aeroporto de Lisboa, um plano para tratamento das bagagens articulado com as várias entidades, sendo que «os passageiros vão começar a ser contactados pelas companhias aéreas com informação sobre a entrega da sua bagagem».
O corte generalizado no abastecimento elétrico afetou segunda-feira, desde as 11h30, Portugal e Espanha, continua, no entanto, sem ter explicação por parte das autoridades.
Aeroportos fechados, congestionamento nos transportes e no trânsito nas grandes cidades foram algumas das consequências do apagão. Apesar de ainda não terem sido divulgadas as causas, esta manhã, a empresa responsável pela gestão da rede elétrica de Espanha descartou a possibilidade de um ciberataque à companhia.
Também o operador de rede de distribuição de eletricidade E-Redes garantiu hoje ao início da manhã que o serviço está totalmente reposto e normalizado, tal como barlavento noticiou.
A energia elétrica foi reposta aos 6,4 milhões de clientes do país, que está agora «ligado com normalidade» e, durante a noite, não se verificaram perturbações de segurança ou de proteção civil, segundo adiantou hoje o governo.
Durante o dia de ontem, as redes sociais foram invadidas por uma onda de desinformação.
Foto: Bruno Filipe Pires