A Câmara Municipal de Aljezur prepara-se para adquirir uma viatura que vai servir de biblioteca itinerante, depois de ter sido aprovado um pedido de apoio europeu, revelou à agência Lusa a vice-presidente da autarquia.
«Os munícipes vão poder aceder a um meio itinerante que fornece serviços de consulta de catálogos de livros, empréstimos desses livros e outros meios digitais», disse à agência Lusa a vice-presidente da Câmara de Aljezur, Maria Silva.
Segundo esta responsável municipal, «os contratos já foram assinados», estando a autarquia agora na «fase da aquisição da viatura».
Aljezur candidatou-se ao apoio para beneficiar de uma biblioteca itinerante com quatro outros concelhos que não têm serviço permanente de bibliotecas (Marvão, Terras de Bouro, Vila Viçosa e Calheta de São Jorge), de acordo com Maria Silva.
Segundo a vice-presidente da câmara algarvia, o pedido de apoio foi englobado numa candidatura mais geral, entre outras coisas, de ajuda à modernização informática das bibliotecas de todo o país.
O apoio comunitário visa implementar reformas e investimentos destinados a repor o crescimento económico sustentado, depois da epidemia de COVID-19.
Anunciado pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB,) no final de 2021, o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) previa a modernização dos sistemas informáticos dos espaços da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas e a disponibilização de serviços itinerantes aos cinco municípios sem essa valência.
O Ministério da Cultura quer tornar as bibliotecas públicas «Unidades Culturais de Território», através da assinatura de contratos-programa com as autarquias.
«Quando nós pensamos em abrangência geográfica, nós elegemos a biblioteca, a partir de uma série de programas que vão dinamizar, transformar e desenvolver esta instância que não é do Ministério da Cultura e que, por isso, prevê contratos-programa do Ministério da Cultura com as autarquias», afirmou a ministra Dalila Rodrigues, no começo de outubro, adiantando que a tutela assumirá 50 por cento do investimento.
A ministra da Cultura afirmou esta semana que as cinco autarquias sem serviço de biblioteca tinham expressado vontade de alterar essa situação.
Foto: Bruno Filipe Pires