A saúde é um dos bens mais preciosos pelo que, indiscutivelmente, a sua defesa é a nossa prioridade.
O prolongamento do Estado de Emergência, abrangendo a Páscoa, exige de todos nós o cumprimento de todas as regras definidas pelas autoridades de saúde.
Diria até ser necessário, no Algarve, o maior rigor no distanciamento social, nas medidas de higiene, na solidariedade para com as famílias e os vizinhos.
Tendo consciência de o estado de emergência nos impor regras de comportamento cautelosas, é igualmente verdade existir na nossa região hábitos culturais arreigados, os quais são uma mais-valia em termos de simpatia e amabilidade, mas que agora teremos de conter. Em nome de um futuro em que possamos regressar à normalidade.
E por falar em normalidade, apesar da dureza dos tempos atuais, que provavelmente se vão prolongar por mais alguns meses, teremos de ter a capacidade de resistir e preparar a nossa comunidade e as nossas empresas para o que vem a seguir.
Todavia, serão necessárias medidas concretas e imediatas, direcionadas para a especificidade da nossa economia. Como dizem os nossos pescadores, não podemos morrer na praia, depois de enfrentar e vencer a tempestade no mar.
Salvaguardando a exceção dos grandes grupos hoteleiros internacionais e nacionais que têm a sua atividade na região, embora a sede onde pagam impostos seja outra, muitas das atividades relacionadas com o Turismo, são exercidas por micro e pequenas empresas.
Outra realidade com que nos confrontamos, apesar de alguns sinais positivos ao seu combate, é a sazonalidade. Ou seja, as empresas algarvias vão ser, possivelmente, atingidas durante os meses de primavera e verão, aqueles que lhes permitiam criar cadeias de valor para enfrentar os restantes meses do ano.
Como tal, as empresas do Algarve necessitam de apoios imediatos, para superar a crise de liquidez que se perspetiva.
Com as portas fechadas e tendo em conta o cancelamento massivo das viagens, das reservas de alojamentos que estão já a abranger os meses de veraneio, só será possível garantir o emprego e os rendimentos das famílias, tendo em conta a situação peculiar do Algarve, ao assegurar às empresas o pagamento dos seus compromissos financeiros.
Temos uma economia aberta, pertencemos à União Europeia, os nossos mercados tradicionais de procura turística são europeus. Logo, qualquer programa de recuperação da economia implica soluções europeias. É preciso uma resposta ao nível dos instrumentos europeus, como o Mecanismo Europeu de Estabilidade, o Banco Europeu de Investimentos o Banco Central Europeu.
Esta é a altura de rever junto da comunidade europeia, a classificação do Algarve, que por meio de uma engenharia burocrática das estatísticas, foi considerada uma economia em transição para as regiões ricas.
Sem negar o compromisso assumido pelo PSD de apoiar as posições do governo neste período de crise nacional que teremos de enfrentar em conjunto, considerando que as medidas até aqui apresentadas fazem sentido, há também que dizer serem estas insuficientes para os algarvios.
Seria de grande utilidade e um balão de oxigénio importante que o governo mantivesse junto da União Europeia as reivindicações de maior apoio à economia. Faria todo o sentido porém, e em especial no Algarve, que o governo antecipasse a chegada desses fundo comunitários, sendo depois ressarcido pelos fundo comunitários.
Existe uma almofada financeira nas contas nacionais, esta é a altura para a utilizar, para minimizar impactos futuros de grandes consequências.
Finalmente, como deputado eleito pelo Algarve, estou disponível para esclarecer todas as dúvidas e aprofundar as informações sobre as medidas já decididas. Para isso, foi criado pelos deputados eleitos pelo PSD no Algarve um email ([email protected]) para onde poderão dirigir os vossos pedidos de esclarecimento, aos quais tentaremos responder.