Algarve cresce 1,2% nos proveitos do alojamento turístico em janeiro, mesmo com menos 4,7% de dormidas e estada média de 3,48 noites.
O Algarve registou, em janeiro de 2026, um crescimento de 1,2% nos proveitos globais do alojamento turístico, apesar de uma redução homóloga de 4,7% nas dormidas, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
No primeiro mês do ano, o destino contabilizou 543,8 mil dormidas. O mercado interno apresentou um comportamento positivo, com um aumento de 1% no número de hóspedes nacionais e um crescimento de 0,6% nas dormidas de residentes.
A estada média fixou-se nas 3,48 noites, a mais elevada do continente e acima da média nacional. O indicador traduz a permanência prolongada dos visitantes e contribui para maior receita por turista.
O aumento dos proveitos, num mês marcado pela descida do volume global de dormidas, indica uma valorização da procura. A estratégia passa pela qualificação da oferta, diversificação de mercados e captação de segmentos com maior capacidade de despesa.
Segundo André Gomes, presidente do Turismo do Algarve, «os resultados de janeiro devem ser lidos com equilíbrio. Já antecipávamos que as condições meteorológicas particularmente adversas no início do ano teriam impacto na procura, sobretudo internacional. Ainda assim, o Algarve volta a demonstrar resiliência, com crescimento do mercado interno e aumento dos proveitos, mesmo num contexto de menor volume de dormidas. Mantemos a estada média mais elevada do continente, um sinal claro da atratividade do destino e da capacidade de gerar valor. Continuaremos focados na qualificação da oferta, na diversificação de mercados e na redução da sazonalidade, ao longo de todo o ano e em todo o território.»
Os dados confirmam a aposta na valorização do destino, com enfoque na qualificação da oferta, diversificação da procura e redução da sazonalidade.