Município vai apostar em mais projetos sociais.
A primeira pedra do Lar, Creche e Centro de dia de Olhos de Água, em Albufeira, equipamento destinado a dar apoio à infância e à terceira idade do concelho, foi lançada hoje, quinta-feira, 28 de maio.
A obra, que envolveu um investimento na ordem dos 5200000,00 euros, integra um conjunto diversificado de valências como Creche, Centro de Dia, Estrutura Residencial para Idosos e Serviço de Apoio Domiciliário (SAD), tendo capacidade para apoiar um total de 184 utentes.
A cerimónia decorreu na presença de um número limitado de convidados, respeitando todas as regras aconselhadas pelas autoridades de Saúde Pública, e foi a primeira a ser realizada em Albufeira em fase de desconfinamento da COVID-19, situação que, associada à relevância do projeto, «imprimiu um simbolismo especial à data».
O edifício é composto por dois pisos e está a ser construído num terreno do município com uma área de 6225,41 metros quadrados. A área bruta de construção é de 3880,72 metros quadrados, sendo que o equipamento integra duas áreas distintas: uma destinada exclusivamente a Creche e outra a Centro de Dia e Estrutura Residencial para Idosos (ERPI), ambas com entradas independentes.
A Creche terá capacidade para 42 crianças, enquanto as restantes valências poderão acolher um total de 132 utentes: 57 idosos (ERPI), 35 idosos (em regime de Centro de Dia), mais 40 utentes do Serviço de Apoio Domiciliário. O equipamento é completado por receção, átrio, gabinete médico e cozinha.
O espaço exterior será vedado e organizado em cinco zonas: acesso ao público e área de serviço (fornecimentos, carga e descarga e condicionamento de lixo), estacionamento privado com capacidade para 18 lugares, zona para a Creche e zona de lazer e convívio para os utentes do Centro de Dia e ERPI.
O espaço irá acolher, ainda, uma pequena horta, que poderá funcionar como fonte de abastecimento de produtos frescos à instituição e servir eventuais projetos educativos e de terapia ocupacional. Será também construído um reservatório de águas pluviais, destinado a garantir a rega da horta.
O presidente da Câmara Municipal de Albufeira, José Carlos Rolo, destacou mesmo esse «enorme simbolismo do momento», refletido no ritual da cerimónia que «assinala o final de uma etapa e o começo de outra, ou seja passa-se da fase de projeto ao início da construção».
O edil sublinhou que, até chegar aqui, o processo foi «bastante longo e difícil. A construção do Lar, Creche e Centro de Dia de Olhos de Água era para ter começado em 2007 ou 2008, mas surgiu a crise e tivemos que parar tudo. Depois foi necessário adaptar o projeto à nova legislação que entretanto entrou em vigor, lançar o concurso e hoje, finalmente, estamos aqui a dar início à construção».
O autarca explicou que o simbolismo passa, também, «por dar um sinal à comunidade, aos próprios investidores e a quem nos visita de que o concelho não para». A construção civil é «o motor da economia do país e neste caso em particular do nosso concelho», sublinhou, acrescentando que «estas obras promovem a economia local direta e indiretamente, quer pelos empregos que geram, pela aquisição de materiais necessários à construção e pela dinamização dos cafés, restaurantes e alojamentos, entre outros negócios».
O líder do executivo albufeirense referiu que neste momento «o município está a desenvolver o estudo de viabilidade económica com vista ao lançamento do concurso destinado à construção do Lar de Fontainhas e, brevemente, irá lançar o concurso para o Lar dos Caliços, bem como dois projetos de construção de habitação social em Paderne e Albufeira».
José Carlos Rolo reiterou «a importância dos investimentos sociais em creches, lares, centros de dia e habitação social, áreas em que o concelho é bastante carenciado, com vista ao desenvolvimento económico e ao bem-estar da população, sublinhando que a autarquia está a desenvolver todos os esforços para ultrapassar as dificuldades inerentes ao momento que estamos a atravessar».
Por sua vez, Paulo Freitas, presidente da Assembleia Municipal de Albufeira agarrou as palavras do edil, para reforçar a ideia de que «um equipamento desta natureza não deve ser visto como uma despesa, mas como um investimento, porque é feito a pensar nas pessoas, e a economia social e os investimentos em equipamentos sociais nunca têm preço porque o seu retorno é sempre muito superior», sublinhou.
Paulo Freitas reiterou «a importância e a necessidade deste tipo de equipamentos na localidade de Olhos de Água e no concelho», tendo destacado que o município «tem tido o cuidado de distribuir o investimento por todas as freguesias».