Maria da Graça Carvalho admitiu hoje poder ter de redirecionar fundos europeus para reparar estragos em arribas, diques, margens de rios e pequenas barragens, devido às sucessivas tempestades.
A ministra do Ambiente e Energia afirmou hoje que o Governo vai ter de redirecionar verbas dos fundos europeus para responder aos estragos provocados pelas sucessivas depressões, incluindo danos em diques, margens de rios, arribas e pequenas barragens.
Em declarações aos jornalistas na Valada, no concelho do Cartaxo, Maria da Graça Carvalho adiantou que o Governo vai analisar os fundos disponíveis — Fundo de Coesão, Fundo Ambiental e Plano de Recuperação e Resiliência — para redirecionar prioridades e financiar as obras urgentes, acrescentando que o Executivo está a avaliar as necessidades com o apoio das autarquias.
A decisão sobre a reorientação de fundos será tomada «pelo primeiro-ministro, em conjunto com os ministros da Economia e da Coesão», disse a governante.
Maria da Graça Carvalho explicou ainda que o levantamento dos prejuízos «ainda não está concluído», devido à persistência de chuva intensa em várias zonas do país, mas adiantou que há danos «em praticamente todo o litoral», com particular preocupação nas arribas, onde os deslizamentos «são rápidos» e não permitem retirar pessoas com a mesma antecedência que nas cheias.
Foto: José Sena Goulão/ LUSA