De acordo com o relatório divulgado hoje pelo INE, a renda mediana de novos contratos de arrendamento registou um aumento de 7,64 euros por metro quadrado.
A renda mediana dos novos contratos de arrendamento de habitação registou um aumento homólogo de 10,5 por cento no primeiro trimestre, para 7,46 euros por metro quadrado (m2), desacelerando face à subida de 11,6 por cento do trimestre anterior, divulgou hoje o Instituto Nacional de Estatísticas (INE).
Segundo os dados provisórios das «Estatísticas de Rendas da Habitação ao Nível Local» publicadas hoje pelo INE, em cadeia, face ao último trimestre de 2023, a renda mediana recuou 3,2 por cento no primeiro trimestre.
Já em número, os 25.472 novos contratos de arrendamento celebrados de janeiro a março representam um aumento homólogo de 0,9 por cento.
Face ao primeiro trimestre de 2023, a renda mediana aumentou em todas as sub-regiões NUTS III, sendo que as rendas mais elevadas se registaram na Grande Lisboa (12,12 euros/m2), Península de Setúbal (9,29 euros/m2), Algarve (8,78 euros/m2), Região Autónoma da Madeira (8,13 euros/m2) e Área Metropolitana do Porto (8,11 euros/m2).
De janeiro a março, o INE aponta também um aumento homólogo da renda mediana nos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, destacando, com crescimentos iguais ou superiores a 15 por cento, Guimarães (19,5 por cento), Vila Nova de Famalicão (18,3 por cento), Coimbra (15,2 por cento) e Braga (15,0 por cento).
«Lisboa apresentou a maior renda mediana (15,25 euros/m2), embora uma taxa de variação homóloga (4,9 por cento) inferior à nacional (10,5 por cento)», nota.
No primeiro trimestre de 2024, todos os municípios com mais de 100 mil habitantes da Grande Lisboa e da Península de Setúbal registaram rendas medianas superiores à nacional (7,46 euros/m2), mas taxas de variação homóloga diferenciadas.
Deste conjunto, o INE destaca, com valores de novos contratos de arrendamento mais elevados e aumento homólogo do valor das rendas inferior ao do país (10,5 por cento), os municípios de Lisboa (15,25 euros/m2 e 4,9 por cento), Odivelas (10,10 euros/m2 e 9,3 por cento), Sintra (9,47 euros/m2 e 8,4 por cento), pertencentes à Grande Lisboa, e o município de Setúbal (8,91 euros/m2 e 8,4 por cento) da sub-região da Península de Setúbal.
Na Área Metropolitana do Porto, os municípios do Porto (12,13 euros/m2 e 7,2 por cento), Matosinhos (10,16 euros/m2 e 8,9 por cento) e Vila Nova de Gaia (8,61 euros/m2 e 9,8 por cento) registaram rendas medianas superiores à referência nacional e variações homólogas inferiores.
Nesta sub-região, apenas o município de Santa Maria da Feira (5,23 euros/m2 e 12,0 por cento) apresentou uma taxa de variação homóloga superior à do país, embora tendo registado um valor mediano de renda inferior.
Entre os restantes municípios com mais de 100 mil habitantes, Coimbra (7,89 euros/m2 e 15,2 por cento) e Braga (7,50 euros/m2 e 15,0 por cento), apresentaram valores medianos de renda e taxas de variação homóloga superiores às referências nacionais.
O Funchal (9,43 euros/m2 e 7,4 por cento) registou também uma renda mediana superior à do país, mas uma variação homóloga inferior.
Já o número de novos contratos diminuiu, em relação ao trimestre homólogo, em 13 dos 24 municípios com mais de 100 mil habitantes, evidenciando-se o Funchal (-11,5 por cento), Oeiras (-11,4 por cento), Seixal (-10,9 por cento), Guimarães (-10,6 por cento) e Sintra (-10,0 por cento).