O presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, considerou hoje que o seu partido «moldou indelevelmente o rumo do regime democrático» e indicou que nos próximos anos poderá tornar-se «ainda mais forte, unido e coeso».
Esta posição foi transmitida pelo líder social-democrata num texto divulgado no ‘site’ do partido a propósito do 50.º aniversário do PSD, intitulado «Preparar os próximos 50 anos».
«O futuro do Partido Social Democrata faz-se todos os dias do equilíbrio entre experiência e renovação, entre firmeza de valores e flexibilidade de ação, entre identidade e evolução. Um futuro que estamos já hoje a preparar. As mudanças que aprovámos em novembro último no âmbito da revisão estatutária projetam o nosso partido para, nos próximos anos, ser ainda mais forte, unido e coeso», salienta Luís Montenegro.
O social-democrata projeta também um PSD «com cada vez mais transparência e compromisso ético, com mais participação, mais abertura à sociedade, mais independentes, com mais simplicidade, justiça e eficiência nos procedimentos internos, com mais paridade de género» e também «com mais jovens».
«Porque o futuro é renovação, é mudança, são novas formas de ver e compreender o mundo. Dando-lhes espaço para crescer, ferramentas para se prepararem e qualificarem. Não apenas para renovarmos os nossos quadros com sangue novo, mas sobretudo para que Portugal possa contar com uma social-democracia rejuvenescida e robustecida nos anos vindouros», defende.
Olhando para o passado, o presidente do PSD salienta igualmente que a história do PSD «moldou indelevelmente o rumo do regime democrático ao longo dos seus 50 anos de existência» e «conferiu-lhe o sinal de humanismo e de progresso económico e social que só uma visão social-democrata transporta».
Montenegro defende que, sem o PSD, «Portugal não seria apenas diferente, seria seguramente mais imperfeito e incompleto».
O PSD direcionou Portugal «decisivamente para o Estado social, para a economia social de mercado e para um modelo de sociedade livre, justa e equitativa», assente «na igualdade de oportunidades e na valorização do mérito» e que «valoriza a livre iniciativa sem nunca perder de vista a solidariedade, e que não deixa ninguém para trás», refere.
«Uma sociedade tolerante e promotora de consensos, no respeito pela diferença e na defesa intransigente da liberdade de expressão e do pluralismo, uma sociedade onde o Estado está ao serviço das pessoas e não as pessoas ao serviço do Estado, em que este é o garante do acesso a serviços públicos essenciais para todos e não apenas para alguns. Uma sociedade moderna, aberta à Europa e ao mundo, de vocação Atlântica», acrescenta o primeiro-ministro.
Nesta mensagem, o líder do PSD evoca também «todos os homens e mulheres – militantes, simpatizantes, dirigentes – que ao longo do tempo engrandeceram o partido com a sua entrega, trabalho e exemplo».
E presta homenagem aos «que foram a votos e ganharam e os que foram a votos e perderam», aos que «nunca desistiram nem do ideal social-democrata, nem do país».
«Todos aqueles que, investidos pelo voto democrático, cumpriram com honra, zelo e responsabilidade as funções públicas que o povo lhes confiou, numa Assembleia de Freguesia ou na Presidência da República», indica Luís Montenegro.
O então Partido Popular Democrático (PPD) foi fundado em 06 de maio de 1974 por Francisco Sá Carneiro, Francisco Pinto Balsemão e Joaquim Magalhães Mota, tendo sido registado no Supremo Tribunal de Justiça em 25 de janeiro de 1975.
A designação e sigla foram alteradas para Partido Social Democrata (PPD-PSD) em 03 de outubro de 1976.
O PSD arranca hoje com as comemorações do 50.º aniversário do partido, que se estenderão ao longo de um ano e vão incluir uma exposição, conferências, uma sede nacional renovada e um grande evento final.
Sobre esta efeméride, o antigo Presidente da República Aníbal Cavaco Silva considerou hoje que o que distingue o PSD é «o interclassismo» e não a origem das suas raízes», tal como o barlavento noticiou.
Foto: Bruno Filipe Pires